Uma mulher quase caiu em um golpe de extorsão aplicado por criminosos que ameaçavam divulgar suas fotos intimas. O caso foi comunicado a polícia no início da tarde da terça-feira (26) em Nova Santa Bárbara.
De acordo com as informações divulgadas pela equipe da Polícia Militar, por volta das 12h00 uma mulher de 47 anos procurou os policiais e relatou que na última segunda-feira (25) estava trocando mensagens com um indivíduo que dizia ter 30 anos de idade, o qual acabou trocando fotos íntimas. Já na manhã da terça-feira, recebeu mensagens de dois números estranhos se passando por policiais e delegados relatando que o rapaz de 30 anos na verdade seria um menor de idade com problemas psicológicos.
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Ainda conforme os relatos da mulher, os suspeitos passaram a exigir quantias em valores para evitar que a denúncia se tornasse um processo e ela pudesse acabar presa, além de divulgar suas fotos íntimas. Foram solicitados os valores de R$ 330 e R$ 600 sendo que a vítima chegou a ir ao banco para realizar o depósito, mas acabou sendo orientada por um amigo de que a situação poderia se tratar de um gole e ela deveria procurar a polícia.
Frente aos fatos, a equipe da PM registrou o Boletim de Ocorrência da situação e a vítima foi orientada quanto aos procedimentos cabíveis ao caso.
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SOBRE O GOLPE
Trata-se de um golpe muito comum e bastante divulgado para alertar a população, mas infelizmente, muitas pessoas não dão a atenção necessária aos alertas.
Neste tipo de golpe, os criminosos criam contas fakes (falsas) com a imagem de jovens atraentes, tanto do gênero masculino quanto do feminino. Em seguida, utilizam esses perfis nas redes sociais para atrair pessoas mais velhas em geral, principalmente aquelas que são casadas e tem famílias expostas nestas redes.
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Após ter o perfil aceito, dão início a interação reagindo a postagens e fotos além de também postarem fotos atraentes para alimentar o envolvimento da vítima. O próximo passo é entrar em contato através de mensagens e seguir com a conversa para o Whatsapp. O criminoso geralmente começa a deixar a conversa mais picante falando coisas como “Está calor, estou com pouca roupa, quer uma foto?” e no momento em que a vítima aceita a oferta surge a contraproposta “Mas então me envia uma sua também”. Esse papo pode levar um dia ou mais, depende o tempo que o criminoso leva para envolver a vítima, mas geralmente a extorsão começa em até três dias.
É através desta troca de fotos intimas que o golpe costuma se consumar de duas formas. Na primeira, o perfil falso desaparece das redes sociais. Logo na sequência, números utilizando imagens de delegacias da Polícia Civil, geralmente dos estados de Santa Catarina ou Rio Grande do Sul, entram em contato com a vítima. É aí que o dinheiro entra na história.
Geralmente os criminosos começam a conversa de forma sutil informando que houve um problema, que o rapaz ou a moça que estava enviando as fotos na verdade é de menor, que tem problemas psicológicos ou que a família quebrou os computadores e celulares que o indivíduo utilizava para estudo. É aí que surge a proposta “Você pode pagar um valor X para que não seja aberto o processo”. Daí em diante a pressão começa de acordo com o comportamento da vítima.
Em alguns casos, os criminosos pedem um valor alto e vão abaixando conforme o comportamento da vítima. Eles também costumam ficar ligando ou entram em contato com a vítima através de outros números caso sejam bloqueados dizendo que um mandado de prisão está sendo expedido caso o valor solicitado não seja pago. Quanto mais a vítima estiver desesperada, ou caso ela realize algum pagamento, maior se torna a pressão e as extorsões.
Como os estelionatários querem dinheiro, os principais alvos são homens ou mulheres casados. Isso acontece porque caso a primeira estratégia não de resultado, os criminosos partem para o plano B que é ameaçar a vítima de encaminhar suas fotos intimas e as conversas picantes para seus companheiros, filhos, familiares e amigos.
A orientação das autoridades policiais é para que as pessoas estejam atentas a estes tipos de golpes, pois seguem fazendo vítimas devido à falta de interesse em se informar sobre a situação. Além disso, as pessoas não devem compartilhar seus dados e informações pessoais pela internet, principalmente no caso de imagens do seu próprio corpo ou demais situações que possam ser utilizadas como “moeda de troca” na extorsão. Caso os suspeitos entrem em contato e comecem a pedir dinheiro, antes de depositar qualquer valor o ideal é procurar ajuda da polícia, já que a maioria se dá bem devido ao medo de que as imagens cheguem aos seus familiares ou cônjuges, mas as equipes policiais podem ajudar.
Para você que chegou até aqui e está bem informado de como lidar com a situação, compartilhe estas dicas para que mais pessoas não sejam vítimas desses tipos de golpes.