As últimas semanas têm sido marcadas pelas chuvas intensas registradas em diferentes regiões do Paraná onde o grande volume de água tem deixado um rastro de estragos em diferentes municípios do estado. Nestas horas, a maioria das pessoas ficam atreladas as questões dos prejuízos e perdas materiais, mas acabam esquecendo dos riscos que estas situações climáticas representam para saúde.
Além dos riscos relacionados a chuvas e ventos fortes que podem causar enchentes, deslizamentos de terra e danos a residências e estruturas de infraestrutura, a saúde das pessoas também está exposta aos impactos causados por essas condições climáticas. Quando o clima fica muito úmido devido a ocorrência de chuvas em excesso, o ambiente pode criar condições propícias para o surgimento e propagação de doenças.
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Conforme apurou a reportagem da Folha, entre as doenças mais comuns nestes períodos está a leptospirose, uma infecção bacteriana transmitida pela água contaminada com a urina de animais infectados, como roedores, por exemplo. Os sintomas da leptospirose incluem febre, dor de cabeça, dores musculares, icterícia e complicações renais. Além do risco da leptospirose, a questão do acúmulo de águas ainda pode culminar na incidência de outras doenças transmitidas pela água, como é o caso da hepatite A.
Além da leptospirose, o período prolongado de chuva ainda pode favorecer a maior incidência de outras doenças, como é o caso da Dengue. No caso dessa doença, além do cenário propício devido a água em abundância disponível, a ação do ser humano também é um fator determinante visto que o descarte inadequado de lixo e demais materiais que acumulam água contribuem para proliferação do Aedes Aegypti, o mosquito da Dengue e principal vetor de doenças como a própria dengue, a zika e a chikingunya. Esta doença pode causar febre, dores articulares, dor de cabeça, erupções cutâneas entre outros sintomas, além do risco de levar o paciente a morte.
Assim como nos períodos mais secos do ano, a umidade também pode provocar problemas respiratórios. Quanto mais úmido está o clima, mais é provável a incidência de bolor, mofo e ácaros, fatores que podem desencadear problemas respiratórios e alergias nas pessoas. As principais ocorrências são de asma, renite e bronquite.
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O clima úmido ainda contribui com a proliferação de bactérias e vírus, aumentando assim os riscos de que as pessoas desenvolvam infecções gastrointestinais, como a gastroenterite, por exemplo. Outra parte do corpo humano que pode apresentar problemas é a pele, visto que a umidade excessiva pode culminar no desenvolvimento de doenças de pele como as micoses e dermatites, por exemplo.
COMO PREVENIR?
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Além de buscar proteger seus bens materiais, como carros, móveis e residências, as pessoas também devem estar atentas em tomar cuidados para preservar sua saúde durante os períodos mais chuvosos. Para isso, algumas medidas simples, mas importantes, são necessárias.
Uma das principais dicas para prevenir doenças é evitar o contato com águas de áreas alagadas ou enchentes, pois estas podem estar contaminadas. Em casos extremos onde há a necessidade de que a pessoa enfrente esse cenário, a orientação é para que utilize calçados e roupas impermeáveis para evitar o contato com essa água. Também é importante evitar consumir alimentos que tiveram contato com essas águas e ter cuidado com o manuseio de talheres, panelas, copos e demais utensílios domésticos.
No caso do Aedes Aegypti, as orientações são velhas conhecidas da população, mas ainda assim muita gente não as segue. Para evitar a proliferação do mosquito e a incidência das doenças que ele transmite, é necessário não deixar água acumulada e parada em recipientes, até mesmo em vasos de plantas e de água dos animais. Se possível, também é indicado que as pessoas utilizem repelentes para evitar a picada de mosquitos e outros insetos.
Dadas as dicas, em caso de possível contaminação ou surgimento de sintomas como febre, dor de cabeça, mal-estar, vômitos, diarreia ou problemas respiratórios, a orientação é para que as pessoas busquem atendimento médico imediato, visto que a maioria das doenças relacionadas ao clima úmido ou ao período chuvoso podem impactar drasticamente o organismo dos seres humanos. O diagnóstico precoce e o tratamento adequado podem contribuir na prevenção da evolução para quadros clínicos considerados mais graves.
A prevenção ajuda, mas caso seja necessário, buscar ajuda médica é algo essencial.