Denunciado pela Procuradoria-Geral da República (PGR), o presidente Michel Temer viu em duas ocasiões o seu destino parar nas mãos da Câmara dos Deputados. Nas duas, acabou vitorioso, afastando as denúncias apresentadas pelo procurador-geral Rodrigo Janot e se mantendo no posto máximo da nação.
Já a segunda denúncia foi derrubada pelos deputados em 25 de outubro do ano passado. Desta vez, a acusação apresentada pela PGR era de obstrução da Justiça e organização criminosa. E a vitória do governo registrou um placar mais apertado, com 251 votos favoráveis a Temer e 233 contrários. Ou seja, Temer não conseguiu nem a maioria simples (257 dos 513 deputados), o que já indicava dificuldade para o governo tocar a agenda de reformas, como a da Previdência.
O que dizia a denúncia
A acusação de obstrução da Justiça apontava que o presidente teria tentado impedir as investigações da Operação Lava Jato, utilizando de maneira "desvirtuada" as funções e prerrogativas do Poder Legislativo, assim como teria tentado cooptar membros do Poder Judiciário com o intuito de desestruturar, "por vingança e precaução", futuras atuações do Ministério Público, articulando, por exemplo, a aprovação da lei de abuso de autoridade.
Com relação à denúncia de organização criminosa, Rodrigo Janot, então Procurador-Geral da República, alegava que Temer, Eduardo Cunha, Henrique Alves, Geddel Vieira Lima, Rocha Loures, Eliseu Padilha e Moreira Franco, todos integrantes do PMDB, teriam formado um núcleo político para cometer crimes contra empresas e órgãos públicos, lucrando mais de R$ 587 milhões em propina.
Enquanto o presidente perdeu força na Câmara dos Deputados, angariando apenas 251 votos (ante 263 da denúncia anterior), entre os parlamentares paranaenses aumentou o número de votos declarados em favor de Temer.
Veja como os paranaenses votaram na lista abaixo.

Fonte: Redação com Rodolfo Luis Kowalski/Bem Paraná



