O clima no Paraná anda meio “louco” nas últimas semanas com dias de temperatura alta e clima seco quando, de repente, a chuva chega e as temperaturas caem. Essa oscilação pode impactar diretamente na saúde das pessoas e, ainda, nas condições de trabalho no campo. A Folha foi em busca de respostas para saber como lidar com essa “Montanha Russa Climática”.
Para se ter uma ideia, apesar da estação do ano ser o inverno, que inclusive segue até o dia 23 de setembro e está longe de acabar, há algumas semanas os municípios da região do Norte Pioneiro enfrentaram o chamado “Veranico” que elevou as temperaturas a casa dos 30 graus. Com a chegada da chuva, de um dia para o outro o clima ficou gelado.
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Essa oscilação entre dias quentes e secos e dias frios e chuvosos segue nos próximos dias, aliás, com dias de sol e temperaturas mais baixa ou dias de chuvas e temperaturas mais altas. Fato é que, está difícil até mesmo para os sistemas meteorológicos acompanharem esta oscilação que não é só de um dia para o outro, mas as vezes acontece durante o mesmo dia. Houve registros de dias que começaram com temperaturas na casa dos 14 graus e, no período da tarde, os termômetros passaram pela casa dos 26 e 28 graus. Já a noite, as temperaturas ficaram na casa dos 12 graus.
O fenômeno parece estar longe de acabar. Para se ter uma ideia, de acordo com as previsões do site Clima Tempo para os próximos dias o município de Wenceslau Braz, no Norte Pioneiro, por exemplo, tem previsão de sol para quinta-feira (31) e sexta-feira (01) com temperaturas oscilando entre 12 a 27 graus. Já no sábado (02) e domingo (03) a chuva chega e as temperaturas sobem com mínimas de 13 e máximas de 28 graus. A previsão para segunda-feira (04) e terça-feira (05) é de mínima de 18 e máxima que podem chegar a 29 graus, mas, na quarta-feira (06), os termômetros devem registrar mínima de 13 e máxima de 19 graus. Se a temperatura baixou de repente, na quinta-feira (07) ela simplesmente vai para mínima de 14 e máxima de28 graus. Como diria o velho ditado popular “é coisa de louco”.

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Nesse cenário, quem mais sofre é o organismo dos seres humanos. Segundo especialistas, o corpo humano está preparado para lidar com a oscilação de temperaturas, mas os problemas aparecem quando isso começa a acontecer de maneira anormal como tem ocorrido nas últimas semanas com dias de calor e dias de inverno acontecendo com frequência e de maneira alternada.
Com isso, os principais danos a saúde estão relacionados as vias respiratórias como nariz e garganta. As doenças mais comuns são a laringite, amigdalite, faringite, crises de renite e sinusite, ou seja, a velha família dos “ite”. Em alguns casos, além da mudança climática repentina, vale ressaltar que os sintomas também podem estar atrelados a infecções virais ou bacterianas e consultas ao médico não devem ser descartadas.
Como não se pode controlar as condições climáticas, por outro lado as pessoas podem reforçar alguns hábitos para cuidar da sua saúde. Medidas simples como manter uma alimentação saudável e a ingestão adequada de água, mesmo em dias frios, podem ajudar a fortalecer o sistema imunológico nessa “montanha russa” de temperaturas. Manter os ambientes limpos e ventilados, mesmo nos dias mais frios, também ajuda na prevenção de doenças.
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AGRICULTURA
Além de causar danos a saúde dos seres humanos, o sobe e desce das temperaturas também podem prejudicar a produção agrícola. Neste mês de agosto, por exemplo, as primeiras duas semanas foram de calor intenso enquanto a segunda quinzena foi marcada pelo frio e pelas chuvas.
De acordo com agrônomos, as ondas de calor podem fazer com que o ar quente e úmido fique acumulado na superfície do solo prejudicando as lavouras no crescimento das plantas, maturação de frutos ou germinação de sementes. Além disso, este clima é um prato cheio para o desenvolvimento de pragas e doenças.
No caso do frio, o clima gelado pode impactar no atraso ou interrupção da colheita. Em alguns casos mais críticos, como o de grandes geadas, o fenômeno pode levar a perca parcial ou total da plantação.