Os vereadores platinenses aprovaram em primeira discussão um projeto que aumenta os próprios salários de R$ 998 para R$ 4.251. A votação aconteceu na noite desta segunda-feira (24).
O placar terminou cinco a quatro, sendo necessário o voto do presidente da Casa para desempate. Cerca de 300 moradores lotaram a Casa protestando contra o aumento. Outro projeto, que prevê o aumento de vereadores na cidade de nove para 13, também seria votado nesta segunda, mas foi retirado de pauta.
O autor dos projetos, vereador Genivaldo Marques (PSDB), acredita que a maioria da população apoia o reajuste nos salários dos parlamentares.
Além de Genivaldo, foram favoráveis Luiz Flávio Reinutti Maiorky (PSDB), José Jaime, conhecido como Mineiro (PSDB), Rudinei Benedito Esteves (MDB) e o presidente Odemir Jacob (PHS). Foram contrários Mirian Rodrigues Bonomo (PTN), Luciano de Almeida Moraes (PTB), Professor Jé (PHS) e Edson Muniz Gonçalves, conhecido como Bochecha (PHS).
Caso aprovado em segunda discussão, na próxima quinta-feira (27), às 13h30, o reajuste passa a valer em 2021. Na sessão desta segunda, os vereadores favoráveis saíram escoltados pela Polícia Militar. O município tem aproximadamente 45 mil habitantes.
Recomposição
Os vereadores favoráveis ao aumento dos subsídios preferem chamar o reajuste como “recomposição”, já que, segundo eles, devolve os valores pagos até dezembro de 2016, quando uma polêmica acabou reduzindo os vencimentos para um salário mínimo.
Atualmente os vereadores platinenses recebem o menor salário entre as câmaras legislativas da região, equivalente a um salário mínimo, ou seja, R$ 998,61. Descontando os encargos, cada um recebe líquidos R$ 918,73.
Pela proposta, o subsídio voltaria aos valores válidos até dezembro de 2016, que era de R$ 3.745,06, acrescido da variação do IPCA, passando a R$ 4.251,73 a partir de 1º de janeiro de 2021.
A mesma proposta prevê reajustar os atuais subsídios do prefeito e vice-prefeito. No caso do chefe do Executivo, passaria dos atuais cerca de R$ 12 mil para R$ 18 mil, enquanto que o vice sairia do atual salário mínimo, R$ 998,61 para R$ 5.500. As informações são do jornal Tribuna do Vale.


