A Câmara de Vereadores de Wenceslau Braz votou na sessão desta terça (25), um Projeto de Lei de autoria do Poder Executivo, que previa um financiamento de R$ 5 milhões junto ao FINISA, Financiamento à Infraestrutura e ao Saneamento. Segundo explicou através das redes sociais, na manhã desta quarta-feira o prefeito Paulo Leonar Ferreira Amador (PDT), a administração estava pleiteando o empréstimo, que seriam, de acordo com ele, aplicados em calçamento em diversas ruas do perímetro urbano, além da aquisição de novos ônibus para a saúde. O financiamento teria o prazo de oito anos para o pagamento, que seria descontado direto em folha, ou seja, as parcelas seriam debitadas automaticamente do fundo de repasse.
Colocado em votação o projeto foi reprovado por 5 votos a 4. Votaram contra os vereadores Jorge Sabater, José Donizete da Costa, o Zezão, Luiz Alberto Antônio – Beto do Esporte, Roberto Rodacki, além do presidente da casa, Josemar Furini. Os votos a favor foram dos vereadores Altair Panichi de Siqueira, Dilciney Batista do Amaral, Margateth Ferreira e Paulo Henrique de Lima, o Rick.
Na manhã desta quarta-feira a assessoria de comunicação da prefeitura, através das redes sociais, criticou duramente a postura dos vereadores que votaram contra o Projeto de Lei, e atribuiu perseguição política a sua reprovação. “Lamentável a atitude desses 5 vereadores, votaram contra o povo de W.B. Vamos nos lembrar disso ano que vem, nas eleições municipais”, comentou uma internauta. “Sem esse recurso a prefeitura não tem previsão de como ou quando poderá realizar as melhorias que começariam nas próximas semanas caso o projeto fosse aprovado”, destacou a postagem da página da prefeitura no Facebook.
Vereadores contra falam sobre a rejeição do projeto
A Folha Extra conversou com os vereadores Luiz Alberto Antônio, o Beto e com Josemar Furini, presidente da câmara. Os dois parlamentares rebateram as críticas de perseguição, apontando uma série de agravantes para a aprovação do projeto.
Furini, além de outros fatores, apontou o atual endividamento da prefeitura, que segundo ele, ultrapassa a casa dos R$ 3 milhões. “O prefeito não se comprometeu em sanar as dívidas já existentes o que é gravíssimo, pois uma nova dívida levaria o município ao colapso”, alertou o vereador. Josemar Furini ainda ponderou que este não seria o momento para o financiamento, já que Paulo Leonar enfrenta uma série de problemas administrativos.
O vereador Beto do Esporte foi mais duro em suas críticas e apontou, além problemas jurídicos e administrativos que o prefeito enfrenta à falta inclusive de medicamentos na farmácia municipal. “Eu desde o inicio me manifestei contra este financiamento. Existem outras possibilidades para conseguir essa verba, emendas parlamentares, por exemplo, basta ir atrás.”, explicou. Beto destacou ainda os atuais problemas que o prefeito sofre, como dois processos de cassação em andamento e ainda outras 15 ações civis públicas. “O prefeito não é capaz de colocar a casa em ordem, como poderíamos aprovar um financiamento que poderia onerar seriamente os cofres do município? Além disso, nossa população necessita urgentemente de atenção na saúde, onde estão encontrando sérias dificuldades em agendamento de exames, além da falta de remédios da farmácia pública”, apontou o vereador.


