
O grupo no Facebook "Mulheres Unidas contra Bolsonaro", que se opõem à candidatura do deputado federal Jair Bolsonaro (PSL) à Presidência da República, foi hackeado na noite de sábado (15). Conforme imagens e relatos na internet, o nome da página – que ultrapassou 2 milhões de participantes – foi alterado para "Mulheres com Bolsonaro #17". Após a denúncia ganhar repercussão nas redes sociais, o grupo passou por instabilidade. Por volta de 0h30min deste domingo (16), o endereço estava fora do ar.
Os comentários originais continuavam na página, após a alteração. As integrantes passaram a fazer uma corrente nas redes sociais para denunciar a ação. "Deletaram o grupo. Mas a luta contra o fascismo e a violência seguirá nas ruas e nas urnas. Não nos calarão. Hackearam o GRUPO MULHERES UNIDAS CONTRA BOLSONARO e mudaram o nome para mulheres com Bolsonaro. Tiraram todas as administradoras e moderadoras. Vamos nos manter calmas e não sair do Grupo. POR FAVOR, AVISEM UMAS ÀS OUTRAS. NÃO existe grupo de 2,2 milhões de mulheres a favor dele. Todos nossos comentários estão lá. Podem continuar comentando lá para alcançar o maior número de pessoas. É a segunda vez em dois dias que isso acontece. #EleNão #EleNunca", diz a corrente.
Candidata à vice-presidência na chapa encabeçada por Fernando Haddad (PT), Manuela d'Ávila (PC do B) usou o Twitter para comentar o assunto. "Os fascistas invadiram o grupo de 2 milhões de mulheres contra Bolsonaro presidente e alteraram seu nome", escreveu.
Ao site do jornal El País, o Facebook informou que "o grupo foi temporariamente removido após detectarmos atividade suspeita". Ainda segundo a rede social, a empresa está "trabalhando para esclarecer o que aconteceu e restaurar o grupo às administradoras".
O candidato do PSL segue internado na Unidade de Terapia Intensiva do Hospital Albert Einstein, em São Paulo, depois de levar uma facada no último dia 6, em Minas Gerais. Segundo boletim médico divulgado na tarde de sábado, o quadro de saúde de Bolsonaro é estável.
Fonte: Bem Paraná


