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Número de jovens que tiram primeira habilitação cai 49,4% no Paraná

Número de jovens que tiram primeira habilitação cai 49,4% no Paraná

Há 30, 20, 10 anos, o maior sonho de quem fazia 18 anos era tirar a carteira de motorista. A nova geração, no entanto, já não pensa assim. Em quatro anos, o número de primeiras habilitações no Paraná caiu 49,4%, segundo dados do Departamento de Trânsito do Paraná (Detran-PR). A queda mais acentuada aconteceu de 2017 para 2018, quando caiu 24,4%. Mas o que leva a garotada a não ter mais interesse em dirigir? Uma nova mentalidade sobre o meio ambiente? A proliferação de aplicativos de transporte? Uma nova visão de mundo?

Para o universitário Felipe Fonseca de Carvalho, 17 anos, que não quer a carteira de habilitação, os gastos que um carro envolve, como combustível, mecânica, IPVA, podem ser melhor empregados em outras experiências mais importantes, como projetos futuros de estudo ou até mesmo em coisas mais gratificantes como cultura e lazer.

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“Foi através do carro que o homem parou de interagir com os meios da natureza (seja pela tração animal, dos ventos ou da água) para sua locomoção, deixando o meio ambiente e passando a depender de uma máquina fechada para ir aos lugares que precisa. Longe de mim desmerecer o gigantesco salto provocado pelos carros, e principalmente, pela tração a combustão. Entretanto, acredito que perdemos experiências basilares”, alega o estudante.

“Andar pelas ruas de Curitiba, é sempre descobrir algo novo, prédios históricos, linhas de desenvolvimento urbano, comércios locais, aquele cafezinho gostoso, e principalmente, novos sebos e livrarias (melhor descoberta do mundo. Dar um tempo ao tempo para curtir essas pequenas doçuras da vida é sensacional, e creio que essas coisas o carro não pode me dar, e principalmente, me priva dessas experiências diárias”. Para ele, a questão ambiental conta também. “Em breve não teremos mais recursos para produzirmos carros para todas as pessoas, e por isso, o transporte pessoal será substituído pelo coletivo ou por alternativos (como bicicletas)”, afirma ele, que usa o transporte coletivo e a bicicleta como transportes.

Para Lavínia Rangel Guimarães, 16, estudante, dirigir ou ter um carro simplesmente não vale a pena: “Todos os lugares que eu preciso chegar até agora (escola, universidade, atividades extracurriculares) eu consigo ir de ônibus, mesmo que demore um pouco. E quando saio a noite agora podemos contar com os aplicativos que baratearam os custos também. A gasolina só tende a aumentar o preço devido à finidade do petróleo sem contar o preço de manutenção do carro”. No caso dela, os pais concordaram com a decisão da filha, mas, segundo ela, “ a sociedade pressiona”.

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Para a psicóloga educacional do Colégio Positivo, Mariana Drabik Vieira, a redução no número de jovens que tiram carteira de habilitação pode ter ligação com a extensão da adolescência. “Há estudos que indicam que a adolescência não acaba aos 18 anos, mas sim por volta das 25 anos. Dentro desta nova realidade, o que se vê é o jovem adiando a responsabilidade e tira a carteira de motorista é uma responsabilidade”, explica a psicóloga.

Ela também fala que com o mundo digital e a tecnologia, os jovens estão cada vez mais impulsivos e buscando as realizações imediatas. Tudo que demanda mais tempo e planejamento vem sendo deixado do lado. E tirar uma habilitação toma tempo, aulas, programação. Demora meses”, lembra Mariana. Ela também destaca que por serem de uma nova geração, eles vêem o mundo de uma nova forma: “Eles têm uma nova visão de mundo, do meio ambiente e contam com novas ferramentas, com os aplicativos de transporte”.

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2014 - 179.640

2015 - 152.829

2016 - 144.783

2017 - 120.280

2018 - 90.883 (Até 31 de Agosto de 2018)

 

 

De 2014 para 2015 caiu 15%

De 2015 para 2016 caiu 5%

De 2016 para 2017 caiu 17%

De 2017 para 2018 caiu 24,4%

 

FONTE:Barulho Curitiba

 

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