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Diretor da 19° Regional de Saúde fala sobre importância do combate à AIDS e o HIV

Marcelo Nascimento e Silva ressalta que a prevenção e o diagnóstico precoce são os principais aliados contra o vírus

O Dezembro Vermelho, campanha instituída pela Lei nº 13.504/2017, marca uma grande mobilização nacional na luta contra o vírus HIV, a Aids e outras IST (infecções sexualmente transmissíveis), chamando a atenção para a prevenção, a assistência e a proteção dos direitos das pessoas infectadas com o HIV.

Aids é a doença causada pela infecção do Vírus da Imunodeficiência Humana (da sigla em inglês HIV). Esse vírus, do tipo retrovírus, ataca o sistema imunológico, que é o responsável por defender o organismo de doenças.

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O vírus HIV é transmitido por meio de relações sexuais (vaginal, anal ou oral) desprotegidas (sem camisinha) com pessoa soropositiva, ou seja, que já tem o vírus HIV, pelo compartilhamento de objetos perfuro cortantes contaminados, como agulhas, alicates, de mãe soropositiva sem tratamento para o filho durante a gestação, parto ou amamentação. 

O diretor da 19° regional de Saúde de Jacarezinho, Marcelo Nascimento e Silva, conversou com a Folha e explicou um pouco mais sobre a importância de dar atenção a prevenção e ao combate da doença.  “Precisamos dar mais visibilidade para este assunto. Começando com a conscientização. Ter HIV não é ter AIDS. Há muitas pessoas infectadas pelo vírus HIV, que podem permanecer por muitos anos sem desenvolver nenhum sintoma. Nesse caso, dizemos que a pessoa está vivendo com HIV. Já a AIDS é o estágio mais avançado da infecção pelo HIV e surge quando a pessoa apresenta sintomas, devido à baixa imunidade ocasionada pelo vírus”, explica o diretor.

Marcelo enfatiza que uso do preservativo, masculino ou feminino, em todas as relações sexuais (orais, anais e vaginais) é o método mais eficaz para evitar a transmissão das Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs), do HIV/AIDS e das hepatites virais B e C.

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Os sintomas de HIV são bastante difíceis de identificar. A melhor forma de confirmar a infecção pelo vírus é fazendo o teste de HIV, especialmente caso tenha acontecido algum episódio de risco, como relação sexual sem proteção ou compartilhamento de agulhas. Apesar disso, alguns sintomas como dor de cabeça, febre baixa, cansaço excessivo, ínguas inflamadas, garganta inflamada, dor nas articulações, aftas ou feridas na boca, suores noturnos e diarreia podem acontecer. No entanto, em algumas pessoas a infecção pelo HIV não causa nenhum sinal ou sintoma, podendo essa fase assintomática durar até 10 anos.

Conforme a Vigilância de Infecções Sexuais Transmissíveis, as medidas de tratamento e prevenção do HIV/AIDS não só podem impedir um avanço da epidemia da doença como também garantir que o tratamento adequado seja realizado. “Com um diagnóstico precoce e o tratamento correto, com medidas de prevenção e profilaxia, a pessoa pode reduzir sua carga viral para indetectável, evitando a transmissão da doença para outras pessoas e aumentando a qualidade de vida do paciente”, ressalta Marcelo.  

O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece gratuitamente todos os métodos preventivos disponíveis, além da testagem e do tratamento. A pessoa com diagnóstico do HIV tem direito a iniciar o tratamento com os medicamentos antirretrovirais, imediatamente, e, assim, poupar o seu sistema imunológico. “Especialmente em dezembro reforçamos a chamada para a realização de testes rápidos e aumentamos os informativos. Apesar disso, durante o ano todos, as Unidades Básicas de Saúde que fazem parte da regional de Jacarezinho oferecem testes rápidos de HIV e outras doenças sexualmente transmissíveis”, finaliza Marcelo.

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