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Chuvas acima da média prejudicam a colheita e plantio da safra no Norte Pioneiro

Excesso de umidade para as lavouras já plantadas diminui a qualidade do produto, além de atrasar o plantio da safrinha

 

O volume de chuvas acima da média nesta primeira quinzena do mês de outubro tem preocupado agricultores paranaenses, inclusive na região do Norte Pioneiro. Conforme dados do Boletim Semanal de Conjuntura Agropecuária do Deral (Departamento de Economia Rural), que apresenta dados referentes a semana entre os dias 7 e 14 deste mês, as chuvas frequentes estão interferindo na colheita do trigo e plantio da safra de grãos, situação que pode causar prejuízos aos produtores.

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Se em outrora as lavouras sofreram com o longo período de estiagem e com as geadas, o aguaceiro das últimas semanas tem provocado atraso na colheita do trigo. Segundo o Deral, até a última sexta-feira (14) o estado ainda tinha cerca de 50% da área plantada a ser colhida, atraso relacionado ao excesso de chuvas. Ao todo, são cerca de 500 mil hectares que ainda não foram colhidos.

A situação representa aumento no custo para o produtor e queda no preço na hora de vender o produto. De acordo com o Deral, o atraso na colheita faz com que os produtores tenham que utilizar mais fungicida e também provoca a redução no volume de produção. Além disso, a umidade excessiva acarreta a perda de qualidade do produto, o que representa redução no valor de venda. Outra questão que também preocupa é o atraso no plantio da safra de grãos como milho, feijão e soja.

Diante deste cenário, a Folha conversou com o engenheiro agrônomo Luiz Guilherme Louzada. Formado pela UENP, o profissional atua na região de Wenceslau Braz e falou um pouco sobre como as chuvas tem afetado a vida dos produtores.

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Sobre as chuvas das últimas semanas, o agrônomo explica que isso faz com que os produtores tenham que correr contra o relógio. “A quantidade de chuvas nos últimos dias foi intensa, o que gerou uma corrida contra o tempo. Qualquer estiagem é aproveitada para que os produtores possam colher a safra de inverno (no caso o trigo)”, comentou.

Luiz também explicou que isso é necessário para que os cereais não percam a qualidade e para que seja possível realizar o plantio da soja e de outros grãos. “Considerando o período de colheita da safra de inverno e plantio dos grãos, o excesso de chuva é negativo, pois a alta umidade pode representar perda na qualidade dos cereais além de atrasar o plantio dos grãos, principalmente no caso da soja”, disse.

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Mesmo com os dias de estiagem, umidade pode prejudicar a colheita do trigo e diminuir a qualidade do produto

Sobre o trigo, o agrônomo explicou como o excesso de umidade pode prejudicar a produção. “Quando o trigo é exposto às chuvas intensas no período da colheita, isso pode causar prejuízos na hora de vender o produto. Isso acontece porque o PH do trigo é consideravelmente afetado em períodos chuvosos e, se cai o PH, cai a qualidade e o preço pago pelo produto”, explicou.

No caso da soja, Luiz explica que os problemas estão relacionados ao atraso no plantio e na logística. “Além de atrasar a colheita do trigo e liberar a terra, as chuvas tem inviabilizado a entrada das máquinas nas lavouras. Além disso, não dá tempo do solo secar para que os grãos sejam plantados de maneira adequada. Isso causa uma grande preocupação aos produtores, pois faz o prazo da janela ficar ainda mais curto no caso da soja”, comentou.

Apesar de o sol ter dado a cara nesta semana, Louzada comenta que a preocupação continua. “As chuvas nessa época do ano são comuns, mas em nossa região já choveu acima da média e a previsão para os próximos dias é de mais chuva”, explicou.

De acordo com dados do Clima Tempo, o vai e vem da chuva na região deve continuar até o final do mês de outubro com dias de sol, sol entre nuvens e dias com pancadas de chuva.

 

DICA PARA O PRODUTOR

Como todo mundo sabe, não adianta falar do problema sem buscar uma solução e Luiz Guilherme deixou algumas dicas para que os produtores possam procurar por uma saída neste período complicado.

De acordo com o profissional, o primeiro passo é manter a calma. “Quanto mais chove mais surge aquela angústia de plantar tudo e plantar rápido. A dica é que os produtores procurem controlar a ansiedade e busquem ter calma para plantar bem. Sair plantando de qualquer jeito no meio do barro é plantar mal e isso ira resultar em uma lavoura de baixo potencial. Nesse caso, é melhor perder alguns dias da melhor época e focar em manter a qualidade da semeadura para que no final, o produtor tenha uma lavoura de alto potencial”, aconselhou o agrônomo.

Luiz Guilherme orientou os produtores a terem calma, principalmente na hora de plantar

Luiz também deu dicas sobre como plantar com qualidade mesmo em meio a chuvarada. “Escalonar a semeadura é importante, isso é, não colocar todos os ovos em uma cesta só. O que quero dizer é que o ideal para o produtor é não realizar todo o plantio nos mesmos dez dias ou na mesma quinzena, pois isso traz o risco da soja florescer tudo ao mesmo tempo lá em janeiro. Caso haja uma seca, o produtor pode ter toda sua lavou comprometida. Por isso, o ideal é escalonar para que a florada aconteça em períodos diferentes”, explicou.

Solo molhado atrapalha o descolamento das máquinas e também pode prejudicar a semeadura dos grãos da safrinha. A dica é manter a calma na hora de plantar

 

JANELA DA SOJA

Sobre a “Janela da Soja”, a qual Luiz Guilherme se referiu, trata-se de um período adotado pelo MAPA (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento) em relação as medidas fitossanitárias dos Órgãos Estaduais de Defesa Sanitária Vegetal.

No caso da soja, por exemplo, há um período em que a semeadura dos grãos pode ser realizado. Em 2022, no Paraná a janela de plantio da soja acontece entre os dias 11 de setembro e 31 de dezembro.

Ferrugem Asiática é uma doença grave que pode acabar com toda a lavoura de soja

Isso acontece basicamente por dois motivos: redução no uso de fungicidas e no risco da incidência da ferrugem asiática. Conforme explicam os órgãos responsáveis, quando a soja é plantada no período estipulado os produtores não precisam utilizar tantos produtos para o controle da praga e os riscos de contaminação da lavoura também são menores.

A Ferrugem Asiática é considerada a pior doença que pode atingir a lavoura de soja. Quando a plantação é contaminada com a doença, os danos pode variar em perdas que vão de 10 a 90% da lavoura.

 

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