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Justiça realiza primeira audiência no caso de espancamento do brazense Renan

Justiça realiza primeira audiência no caso de espancamento do brazense Renan

Um crime bárbaro ocorrido em julho deste ano, que acabou resultando na laceração do rosto de um brazense após ser espancado por ao menos duas pessoas, teve seu primeiro desfecho junto ao Poder Judiciário da comarca na tarde desta segunda-feira (29).

Na madrugada do dia primeiro de julho, Renan Silva Carvalho, de 23 anos, sofreu um espancamento com pontapés e pedaços de madeira na Avenida Avelino Vieira em Wenceslau Braz, cujas consequências mantiveram o rapaz por 72 dias internado no hospital Universitário de Londrina, passando por cirurgias de reconstrução, além de períodos na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) em decorrência do risco de vida que correu e de uma bactéria que o acometeu durante o período de internamento.

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As testemunhas do caso e os indivíduos, apontados pelas investigações como autores, foram reunidos na tarde de hoje acompanhados de suas defesas, registrando a primeira vez em que os réus se depararam com o resultado das agressões na vítima, que tem sequelas visíveis em toda face.

O juiz de Direito Elberti Mattos Bernardineli e a promotora de Justiça Carolina Nishi Coelho estiveram à frente da audiência de instrução, que ouviu ao menos sete testemunhas, incluindo um motorista que tentou intervir no momento em que Renan era espancado, o qual relatou também ter sido agredido pelo grupo, além do investigador Elcio Júnior e o delegado Miguel Chibani, que realizaram as diligências do caso.

Além dos supostos autores das agressões, Julio Cezar de Moraes e Fernando Miguel, conhecido como Cowboy, ambos presos, outras três pessoas foram denunciadas por embriaguez ao volante.

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A vítima Renan também foi ouvida, mas o mesmo não se lembra do que aconteceu, provavelmente devido às lesões que o deixaram desacordado por um longo período. Sobre suas sequelas, ele relatou estar com dificuldades para enxergar com o olho direito.

O próximo passo são as alegações finais e, em seguida, o juiz deverá designar se haverá um júri ou não.

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