A democracia defendida pela presidente do PT, Gleisi Hoffmann, parece que acaba quando deixa de servir aos interesses do partido. Em entrevista coletiva realizada após reunião da Executiva Nacional do PT em São Paulo, Gleisi questionou a vitória de Bolsonaro, que venceu as eleições com 57,7 milhões de votos (55,13% dos votos válidos).
“O processo que levou a esse resultado está eivado de vícios e de fraudes”, afirmou. Na visão de Gleisi, a prisão de Lula e a proliferação de fake news contra Fernando Haddad pelo WhatsApp, custeada por caixa dois, são exemplos dos problemas ocorridos no pleito. “A gente espera que as autoridades judicias, que têm que se manifestar sobre isso, o façam de uma maneira mais rápida possível.”
Por 8 votos a 4, o Conselho de Ética da Câmara dos Deputados aprovou na terça-feira (30) parecer pelo arquivamento de duas representações que pediam a cassação do mandato do deputado Nelson Meurer (PP). Com isso, o caso está encerrado no conselho. Mesmo sendo incomum, o Regimento In terno da Casa permite que deputados ainda possam apresentar recurso ao plenário.
O relator no Conselho de Ética, deputado Mauro Lopes (MDB-MG), argumentou em seu voto apresentado em setembro que as representações da Rede e do PSOL, que pediam a cassação de Meurer, não deveriam ser consideradas porque os "atos indecorosos" apontados foram, “em tese”, praticados por Meurer antes do início do atual mandato. Mauro Lopes ponderou ainda que o pedido de arquivamento era uma "cautela" porque o processo de Meurer ainda não transitou em julgado, ou seja, ainda permite recursos.
Deputado federal licenciado, Dilceu Sperafico (PP) pediu exoneração do cargo de chefe da Casa Civil do governo Cida Borghetti (PP) para reassumir temporariamente seu mandato e defender em Brasília a garantia do pagamento de emendas que apresentou ao Orçamento da União.
O decreto em que Sperafico é exonerado do cargo (nº 11.527) foi publicado na segunda-feira (29) no Diário Oficial do Estado. Na Câmara, Sperafico reassume a vaga hoje ocupada por Reinhold Stephanes (PSD), que volta a ser suplente.
O governo do presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), começou a tomar forma na última terça-feira (30), em reunião na casa do empresário Paulo Marinho. Integrantes do grupo de transição decidiram que os ministérios serão no máximo 16, pela fusão ou extinção de pastas. Haverá um superministério da Economia, juntando Fazenda, Planejamento e Indústria, Comércio Exterior e Serviços. Agricultura e Meio Ambiente também serão fundidos. As propostas já estavam no desenho original do programa apresentado na campanha, mas foram repensadas na semana passada, após Bolsonaro ter recebido críticas.
O coordenador do governo de transição, deputado Onyx Lorenzoni (DEM), afirmou que os ministérios serão “15 ou 16”. Onyx não deu nomes de novos ministros.


