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Mais confiável, jornal impresso se mantém forte mesmo na era digital

Folha conversou com profissionais da imprensa que contaram um pouco sobre tudo que rola por trás das folhas de uma das mais tradicionais e respeitadas ferramentas de informação

Uma das mais tradicionais e antigas formas de comunicação, o jornal impresso vem atravessando séculos e caminhando junto à tecnologia se mantendo presente no dia-a-dia das pessoas. Mesmo com outros meios de se informar, como televisão, rádio e internet, há muita gente que gosta de pegar em suas mãos as folhas recheadas de noticiais.

A Folha Extra, com quase duas décadas de história no jornalismo impresso, traz aos leitores uma matéria especial para contar um pouco dessa história e, principalmente, mostrar a relevância que está por trás das páginas e faz do impresso tão importante para comunicação ainda nos dias de hoje em meio à era digital.

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Os primeiros passos do jornal tem início no ano de 1808, mais precisamente em 13 de maio no estado do Rio de Janeiro. Nesta dada, chega ao Brasil à família real portuguesa que traz consigo a imprensa. Na época, o primeiro jornal foi a “Impressão Régia”.

Em mais de 100 anos desta jornada, muitos jornais surgiram, outros se perderam pelo caminho e deixaram de existir, enquanto alguns ainda se mantém firmes e fortes com a missão de informar, mas não apenas com notícias, e sim com uma gama de assuntos de interesse geral e de relevante importância para população.

Para explicar melhor esse contexto, a Folha conversou com Jucelino Costa, presidente da ADI/PR (Associação dos Diários do Interior do Paraná) que falou um pouco mais sobre o assunto.

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: Jucelino Costa, presidente da ADI/PR - Foto: Divulgação.

Folha – Qual o principal objetivo do jornal impresso nos dias de hoje?

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Jucelino - Jornal tem como objetivo geral informar, mas qual e o objetivo do jornal impresso? Não é de hoje que o esse modelo é responsável por estratégias de comunicação de sucesso. Para se ter uma ideia desta importância, estudiosos e pesquisadores já comprovaram que o impresso recebe mais tempo de interação com leitor gerando uma resposta emocional maior sendo lembrados mais rapidamente. Além disso, desperta maior desejo e percepção de valor na mente do público.

Folha – Qual a importância do impresso em meio a um mundo cada vez mais digital?

Jucelino - A primeira importância que eu vejo é confiabilidade. Essa é uma das principais razoes que eu defendo neste esse modelo. Ele é curador e avalista, sendo que a grande verdade é que traz mais confiança tanto para quem lê quanto para quem anuncia em nossas páginas.

Folha – Como a ADI/PR trabalha para fortalecer o jornalismo no Paraná?

Jucelino - Trabalhamos de forma paralela cuidando do impresso para que a circulação e a qualidade das notícias não caiam. No digital, trabalhamos com notícias atuais e que não podem ficar para amanhã. Na ADI, atualmente mantemos no impresso e no digital 24 jornais.

Folha – Em relação a publicações de órgãos oficiais, porque isso é importante para população?

Jucelino - O jornal ainda contribuiu com a transparência fazendo com que as pessoas tenham mais acesso e segurança sobre tudo das ações dos órgãos oficiais. No impresso, o que foi publicado está lá e não tem como mudar, então voltamos a frisar a questão da confiabilidade.

Alceu Júnior, responsável pela redação da Folha Extra, contou como são as experiências e compromisso em ser um jornalista. “É uma profissão corrida, temos de estar sempre atentos a informação. Buscamos ter agilidade em levar a notícia aos leitores, mas sempre prezando pela apuração dos fatos para transmitir a informação com compromisso e confiabilidade. Há assuntos mais delicados e tensos de se trabalhar, mas também há histórias que nos marcam bastante. No final, saber que de alguma forma estamos impactando a vida das pessoas de maneira positiva é muito gratificante”, pontuou. “É aquele corre-corre. Entrevista uma pessoa aqui, tira uma foto ali, senta em frente ao computador e transforma tudo em informação buscando sempre repassar isso de uma maneira objetiva, mas também envolvente”, completou.

A reportagem também conversou com um leitor assíduo e amante do jornal impresso. Maurício Oliveira, que atualmente mora em Wenceslau Braz, contou que já mantém o hábito por quase 30 anos. “Eu gosto de ler notícias e prefiro o jornal impresso. É bom ter algo para fazer durante a tarde, pois é uma distração boa e a gente passa horas sabendo das notícias de Wenceslau Braz e das cidades da região”, comentou o leitor.

Como bom palmeirense, o brazense também contou o que mais gosta de ler e falou sobre quando o hábito começou. “Eu leio o jornal de ponta a ponta, mas gosto muito da parte religiosa e dos esportes. Eu morei 26 anos em Curitiba e buscava informações através do jornal. Lá tinha cinema, futebol, teatro e um monte de coisa, mas infelizmente o salário não dava, aí a gente buscava informação para acompanhar tudo que estava acontecendo e distração no jornal”, contou Mauricio.

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