A pandemia de Covid-19 monopolizou o sistema de saúde no Brasil e os cuidados com outras arboviroses, principalmente a Dengue acabaram sendo deixados de lado.
Diante do cenário, o combate à doença ficou em segundo plano, e muitas pessoas relaxaram os cuidados de prevenção. Sem o esforço de conscientização dos agentes comunitários, por conta das medidas de isolamento, o cenário ficou ainda pior.
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De acordo com o último informe epidemiológico divulgado pela Secretaria Estadual de Saúde (SESA), nesta terça-feira (05), o Paraná registrou mais 5.114 novos casos de Dengue e seis mortes relacionadas a doença.
No atual período sazonal, iniciado em 1º de agosto de 2021 e que segue até o fim deste mês de julho de 2022, o estado soma 71 óbitos com 115.634 casos confirmados, 25.566 em investigação e 235.388 notificações.
Os seis novos óbitos relatados ocorreram entre os dias 5 e 27 de maio de 2022. São três mulheres e três homens, com idades entre 27 e 87 anos. Dois deles tinham comorbidades.
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Dos 385 municípios com notificações, 356 tiveram casos confirmados. Além disso, 314 registraram autoctonia, quando a dengue é contraída no município de residência.
NORTE PIONEIRO
Ainda conforme o último boletim divulgado pela Secretaria de Estado da Saúde (SESA), o Norte Pioneiro, no momento, totaliza um total de 561 casos ativos de Dengue. Sendo os municípios, Barra do Jacaré com 11 casos, Cambará com 237, Carlópolis com 2, Conselheiro Mairinck 1, Figueira com 1, Ibaiti com 5, Jaboti com 2, Jacarezinho com 109, Japira com 13, Joaquim Távora com 7, Jundiaí do Sul com 1, Quatiguá com 38, Ribeirão Claro com 3, Salto do Itararé com 28, Santana do Itararé com 41, Santo Antônio da Platina com 44, Siqueira Campos com 4, Tomazina com 7 e Wenceslau Braz com 7.
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De toda região, somente os municípios de Guapirama, Pinhalão e São José da Boa Vista não registram nenhum caso. Apesar dos números, a boa notícia é que não houve nenhum óbito relacionado a doença.
O diretor da 19° Regional de Saúde, Marcelo Nascimento e Silva fala sobre o atual cenário do vírus. “Não estamos medindo esforços para realizar ações de conscientização e combate à Dengue, porém os cuidados também devem ser individuais, sem isso não consignaremos deixar este vírus em extinção. As medias são simples e fáceis de serem realizadas, mas a população tem se atentado pouco a isso, apesar da grande quantidade de informação que disponibilizamos em toda Regional”, comenta Marcelo.
Além das políticas públicas, que devem ser seguidas, o diretor chama a atenção para as responsabilidades individuais no combate à dengue. Neste entram aquelas recomendações clássicas de evitar qualquer reservatório de água parada sem proteção em casa. O mosquito pode usar como criadouros grandes espaços, como caixas d'água e piscinas abertas, até pequenos objetos, como tampas de garrafa e vasos de planta.
Vale fazer uma faxina no quintal e na varanda, com especial atenção para depósitos, calhas e objetos que ficam ao relento e podem acumular água da chuva. Instalar telas em portas e janelas ou usar repelentes na pele são atitudes que também podem ajudar.
Por fim, é importante ficar atento aos sintomas da dengue, como febre, cansaço, vermelhidão em partes do corpo, coceira e dores na cabeça, nos músculos, nas articulações ou atrás dos olhos. “A gravidade da doença, como toda infecção viral, depende de fatores ligados à saúde do paciente como idade, fatores de risco e infecção prévia. Apesar disso, o diagnóstico precoce e preciso é essencial, visto que o desenvolvimento da forma grave ocorre até o 7º dia de sintomas, principalmente entre o 3º e 5º dia. Uma correta classificação de risco, acompanhamento de casos e manejo adequado evitam o agravamento da doença”, explica Marcelo.
Portanto, a população deve-se manter vigilante quanto à limpeza de seu bairro. Caso veja um acúmulo de lixo ou entulho, ou qualquer recipiente com a larva do mosquito, denuncie aos Conselhos de Saúde.