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Paraná moderniza gestão fiscal e prepara novos programas de transparência das contas

A Secretaria da Fazenda e a Receita Estadual têm algumas grandes metas: aperfeiçoar a gestão fazendária, a administração tributária e gestão financ...

A Secretaria da Fazenda e a Receita Estadual têm algumas grandes metas: aperfeiçoar a gestão fazendária, a administração tributária e gestão financeira do Estado, e assim facilitar cada vez mais o acesso do contribuinte aos diversos serviços ofertados pela pasta. Essa modernização passa pelos projetos implementados dentro do Projeto de Modernização da Gestão Fiscal do Estado do Paraná (Profisco I) e pela formalização do Profisco II, contratado nessa gestão, que ampliará as ações de gestão do caixa do Estado.

O Profisco II começou em setembro de 2020 e já foram assinados contratos no montante de R$ 100 milhões, que correspondem a 32% do financiamento disponibilizado pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) para o Paraná. Os projetos que estão sendo desenvolvidos, com conclusão prevista para 2025, têm como objetivo contribuir para a sustentabilidade da gestão fiscal por meio da agregação de tecnologias para prover melhores serviços aos contribuintes, além de embasar as políticas atendendo as diretrizes estaduais.

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Ao todo, 47 projetos estão elencados em três grandes eixos: melhorar a gestão fazendária e a transparência fiscal; criar ferramentas mais modernas para a administração tributária, levando em consideração a concessão de benefícios, monitoramento das mercadorias e estruturação do programa de conformidade fiscal; e qualificar o gasto público no detalhe, a ponto de enxergar o custo real dos programas de todas as secretarias e da administração indireta. 

Entre as melhorias previstas, destacam-se a busca por mais eficiência da arrecadação tributária e a comunicação com a sociedade, além de automatizar serviços que hoje são manuais e reduzir as despesas correntes. O Profisco II inclui, também, a criação de um sistema de Cadastro Único dos Contribuintes e a estruturação de um programa de conformidade fiscal englobando um novo modelo de fiscalização, monitoramento, cobrança e atendimento do contribuinte, totalmente integradas com a necessidade de simplificar e modernizar a gestão fazendária, tributária e financeira.

“Estamos fazendo modificações e aperfeiçoamentos na administração fazendária, bem como a modernização da gestão fiscal que vem sendo implementada para facilitar cada vez mais a vida do nosso contribuinte”, afirma o secretário da Fazenda, Renê Garcia Junior. 

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MELHORIAS NA GESTÃO TRIBUTÁRIA– Com o Profisco I, executado dentro do tempo estimado, foram criadas melhorias tributárias como a implementação do Processo Administrativo Fiscal Eletrônico (e-PAF), que modernizou a gestão dos autos de infração, que antes era feita no papel. Desde a implantação da nova ferramenta, em maio de 2019, mais de 1.200 autos de infração 100% digitais foram lavrados, somando cerca de R$ 1,7 bilhão em crédito tributário para o Estado, segundo dados da Inspetoria Geral de Tributação da Receita Estadual.

Agora com o Profisco II, um novo contrato, na ordem de R$ 8 milhões, assinado no final de 2021, prevê a ampliação do sistema até 2025, incluindo novas funcionalidades, tais como lavratura de autos de ITCMD (Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doações) e do Simples Nacional, integração com o Sistema de Gestão Tributária e com o sistema do contencioso judicial, dentre outras melhorias.

Outro novo projeto já implementado na Secretaria, por meio do Tesouro Estadual, em parceria com a Receita Estadual e a Celepar, é o novo sistema da Guia de Recolhimento (GRPR). Ele permite a emissão de guia para diversas formas de pagamentos: taxa de inscrição de concursos, restituições, depósitos e cauções, além dos tributos estaduais. Essa modernização garantiu maior clareza na disposição das informações do documento e adequando às novas necessidades, tais como o Pix.

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Para o ciclo de 2023-2026, a Secretaria da Fazenda desenvolverá a meta de Modernização da Execução Financeira, ainda no âmbito do Profisco II, com a implantação de sistemas automatizados, desburocratizando os processos e reduzindo o tempo de execução das atividades, com maior agilidade, eficiência, transparência e segurança em todos os processos que envolvem a execução financeira.

Na área orçamentária e contábil do Estado, estão sendo desenvolvidos internamente dois projetos: Modelo de Gestão de Custos Implantado e Implantação de um modelo de Orçamento para Resultados, que têm como objetivo proporcionar um retorno satisfatório para a sociedade, através da boa gestão das políticas públicas que evidenciem os custos dos bens e serviços, produzidos e ofertados, além de proporcionar resultados positivos e de maior transparência ao cidadão paranaense. 

“Por meio dos mecanismos de monitoramento e avaliação, serão criados indicadores que demonstrem os resultados atingidos, evidenciando a atuação orçamentária do Governo do Estado com maior transparência”, explica a diretora-geral da Sefa, Marcia do Valle.

No Fisco Estadual, a implementação do projeto de Desenvolvimento do Diagnóstico sobre a Substituição Tributária no Estado, ajudou a criar mecanismos para controle de recuperação do crédito de ICMS para empresas paranaenses, por conta das alterações promovidas no cenário da substituição tributária pelo Estatuto do Simples Nacional.

INVESTIMENTO– O governador Carlos Massa Ratinho Junior e o secretário Renê Garcia assinaram o contrato de financiamento que formaliza a adesão ao Profisco II em 2020. O projeto inclui a execução compartilhada com a Procuradoria-Geral do Estado (PGE), e as secretarias da Administração e da Previdência e do Planejamento e Projetos Estruturantes, além da integração com sistemas de outros poderes. 

Os projetos de modernização fazendária estão sendo desenvolvidos em parceria com o BID. O programa prevê investimento de aproximadamente R$ 280 milhões (US$ 55 milhões), sendo R$ 255 milhões (US$ 50 milhões) contratados junto ao banco, com prazo de amortização de 25 anos e carência de cinco anos e meio; e R$ 25,5 milhões (US$ 5 milhões) de contrapartida por parte do Governo do Estado.

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