Buscar

Carregando...

Carregando favoritos...

Newsletter image

Assine nossa Newsletter

Junte-se aos mais de 10k+ de pessoas que serão notificadas por nossas novidades e notícias.

Não se preocupe, sem SPAM! Você pode cancelar a qualquer momento.

Confirmidade com a LGPD

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Ao continuar a utilizar o nosso site, você aceita o uso de cookies, Política de Privacidade, e Termos de Uso.

Receba Notícias no WhatsApp

Cadastre-se para receber as principais manchetes diretamente no seu celular.

* Ao clicar em inscrever-se, você será redirecionado para o WhatsApp para enviar a mensagem de confirmação.

Publicidade
Anúncio

Programa de pós-graduação da UEL titula primeiro doutor haitiano

O Programa de Pós-Graduação em Serviço Social e Política Social da Universidade Estadual de Londrina (UEL) titulou o primeiro doutor haitiano nesta...

O Programa de Pós-Graduação em Serviço Social e Política Social da Universidade Estadual de Londrina (UEL) titulou o primeiro doutor haitiano nesta semana. Marc Donald Jean Baptiste defendeu a tese “Cadê o Haiti? O processo de formação identitária dos ti dyaspora haitianos na relação entre a escola e suas famílias no Brasil”, em sessão pública no Google Meet, na presença de docentes, estudantes, amigos e familiares.

A tese aborda a identidade das crianças haitianas no Brasil na sua relação entre escola pública e suas famílias de origem, tendo como objetivo identificar e analisar as influências do ambiente escolar e familiar sobre a formação identitária dos ti dyaspora haitianos no Brasil. Sob orientação do professor Wagner Roberto do Amaral, do Departamento de Serviço Social, do  Centro de Estudos Sociais Aplicados (Cesa) , a pesquisa foi de natureza qualitativa e teve sua metodologia dividida em revisão bibliográfica, levantamento documental e pesquisa de campo. 

Continua após a publicidade

“Foi um trabalho muito emocionante para mim, considerando minha história como imigrante que está refletindo sobre imigração. É uma pesquisa que envolve muita lembrança e saudade. Às vezes, eu me colocava no lugar dessas pessoas que eu estava pesquisando e por isso essa pesquisa é tão importante para mim”, disse Marc, que ficou emocionado ao receber o título de doutor. “Foi um sentimento de missão cumprida e uma forma de abertura também para todos os imigrantes poderem entrar no programa”.

A banca examinadora foi presidida pelo professor Wagner Roberto do Amaral. Também compuseram a mesa as professoras Andrea Pires da Rocha, do Departamento de Serviço Social; e Leila Sollberger Jeolás, do Departamento de Ciências Sociais (CLCH); além da professora Milena Fernandes Barroso, da Universidade Federal do Amazonas (Ufam); e do professor Handerson Joseph, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), também haitiano atuando na docência e pesquisa no Brasil.

O professor Amaral, orientador de Marc desde o mestrado, disse que é um orgulho enorme ter vivenciado a experiência como orientador, mas principalmente como companheiro de estudos e pesquisa do Marc. “Tenho certeza que ele segue seu percurso acadêmico para o pós-doutorado, seja aqui ou em outros países, mas que ele siga com essa experiência que nós cultivamos e compartilhamos”, afirmou.

Continua após a publicidade

TRAJETÓRIA– Formado em Serviço Social pela Université d’Etat do Haiti (UEH), Marc migrou para o Brasil em 2016, para fazer o mestrado em Serviço Social e Política Social da UEL, por meio do Convênio Programa de Alianças para a Educação e Capacitação (Paec), da Organização dos Estados Americanos (OEA) e do Grupo Coimbra de Universidades Brasileiras (GCUB). Durante o mestrado e doutorado, foi bolsista da Capes.

No mestrado, o estudante pesquisou sobre as compreensões dos imigrantes haitianos acerca das políticas sociais brasileiras. Durante esse período, a partir da convivência com outros imigrantes haitianos, surgiu o tema da pesquisa do doutorado. “Durante o mestrado, participei de várias atividades com imigrantes haitianos e descobri que muitos começaram a ter filhos aqui e que não falam muito bem a língua nativa, que é o criolo, então, comecei a questionar sobre as identidades dessas crianças, e a partir daí surge a pesquisa de doutorado”.

Com a finalização do doutorado, Marc ainda não sabe se irá permanecer no Brasil, mas uma de suas perspectivas é fazer um pós-doutorado no Canadá, na França ou em outro país.

Continua após a publicidade
Receba nossas notícias no WhatsApp!

Entre no grupo Folha Extra 01 e fique por dentro de tudo.

Notícia Anterior
Siqueira Campos ultrapassa 300 casos ativos de Covid-19
02/06/2022
Próxima Notícia
Colheita de feijão avança no Paraná e produto segue com boa qualidade
02/06/2022