Na semana passada, foi realizada uma reunião para esclarecimentos sobre o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) no Norte Pioneiro.
A reunião contou com a presença dos representantes da empresa terceirizada OZZ, os secretários de Saúde dos municípios, representantes do CISNOP e os diretores da 18° e 19° Regional de Saúde. O encontro foi realizado no Centro de Desenvolvimento, Tecnologia e Inovação do Norte Pioneiro (CDTI), em Santo Antônio da Platina.
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A solicitação foi feita através das secretarias municipais de Saúde, devido ao atraso recorrente no pagamento dos colaboradores, além de algumas unidades estarem com necessidade de manutenção nas ambulâncias.
De acordo com informações apuradas pela reportagem, a gestão da empresa terceirizada na parte de prestação de serviços estava recebendo o valor do consórcio do CISNOP, porém, havia um problema jurídico de uma contratação passada e em consequência desses, alguns valores foram bloqueados, causando atraso no pagamento dos colaboradores.
A empresa prestou esclarecimento referente ao bloqueio e os atrasos. “A partir de dezembro de 2021, estávamos tendo vários problemas relacionados a justiça a partir da saída do contrato da empresa no Estado de Santa Catarina. A última parcela do contrato ficou retido totalizando mais de 11 milhões e a partir daí começou todos os problemas. Assumimos a responsabilidade e deixamos claro que é importante a transparência com o CISNOP em relação ao SAMU Norte Pioneiro”, disse em reunião, Orlando de Oliveira Junior, diretor de operações da empresa.
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Sobre os pagamentos, a empresa deixou claro que não existem atrasos, a não ser a multa e frisa que o pagamento do mês de abril será feito entre os dias oito e onze de abril. Acrescentam ainda que, estão normalizando um acordo com os Sindicatos dos Trabalhadores de Classe. O acordo gira em torno de 40 milhões e será parcelado em 30 meses. Segundo a empresa, já há boa parte desse dinheiro em caixa e homologado.
Outra questão discutida em reunião é a situação das ambulâncias das unidades. Diante do período pandêmico que vivemos, os veículos foram intensamente utilizados e requisitados, por isso se encontram em necessidade de reparo.
Com essa situação, gestores dos municípios relatam que tiveram de emprestar o veículo ambulância do município para o SAMU o que acabou causando um transtorno no transporte de pacientes. Sobre isso, a empresa esclarece que, em relação ao contrato, não se pode aceitar a ambulância do município sem a ciência do Consórcio, pois se acontece algum estrago com o veículo há consequências para a empresa.
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Nesse caso, a equipe expõe a importância de criar um canal com o CISNOP para esses empréstimos de ambulâncias enquanto as do SAMU estão baixadas, para que todos os lados tenham segurança. A portaria que prevê a institucionalização do SAMU, a empresa teria que disponibilizar 30% para a reserva técnica de ambulância, na região há apenas 21 ambulâncias e mais 03 são exclusivas de reserva técnica, então isso acaba impactando e causando um transtorno aos municípios.
A empresa diz que pode ajudar os municípios com base do SAMU a pleitear junto ao Mistério da Saúde para que todas as unidades tenham uma ambulância básica, isso ajudaria na questão do tempo e resposta, as ambulâncias rodam menos, e isso também auxilia a renovação da frota.
O diretor da 19° Regional de Saúde de Jacarezinho, conversou com a Folha e falou sobre a necessidade do encontro. “A reunião foi de extrema importância. Nesse alinhamento com o CISNOP, a OZZ, os municípios e as regionais de Saúde, pudemos formalizar todos os questionamentos na região. Por fim, a responsabilidade do Consórcio em fiscalizar com mais intensidade a execução do serviço terceirizado, bem como a participação no próximo edital de licitação”, finaliza Marcelo Nascimento e Silva.