Com a pandemia da Covid-19, o mundo todo aprendeu a importância do esforço coletivo e dos cuidados preventivos contra um vírus contagioso e muito agressivo. Essa lição também pode e deve ser usada para outros tipos de doenças que atualmente podem estar “esquecidas” pela população, como a Dengue, Chikungunya e o vírus Zika que são tão fatais quanto o coronavírus.
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O verão continua até o dia 20 de março, e este é o período mais crítico para proliferação dessas doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti. Isso acontece porque a estação é marcada por altas temperaturas e pancadas chuvas, que contribuem para o aumento da população do vetor. Nessas condições os ovos colocados pelo mosquito há semanas ou meses podem eclodir e dar origem a milhares de novos mosquitos.
De acordo com o último informe epidemiológico divulgado pela Secretaria de Estado da Saúde (SESA) nesta terça-feira (01) sobre o mosquito Aedes aegypti, no Norte Pioneiro foram registrados 18 casos da doença, 61 suspeitos e nenhum óbito.
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Somente em janeiro de 2022, em todo Paraná foram registrados 782 casos confirmados da doença, além de 17.267 casos suspeitos que aguardam resultados médicos.
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Até o momento, 312 municípios do Paraná registraram notificações de dengue. Destes, 127 confirmaram a doença, sendo 91 com casos autóctones que são quando dengue foi contraída no município de residência.
Os números podem parecer pequenos, porém o contágio pode aumentar significativamente se não for cuidado com a devida atenção. “Vale destacar que passamos por um longo período de estiagem, com início das chuvas mais frequentes na segunda quinzena deste ano e temperaturas mais altas. Diante dessas condições o acúmulo de água parada vira um convite ao desenvolvimento do mosquito”, comenta o Diretor da 19° Regional de Saúde, Marcelo Nascimento e Silva.
PREVENÇÃO
Neste momento, é importante entender a situação da doença, seus cuidados, sintomas, além de saber sobre a prevenção, que é o principal fator para que o vírus não seja proliferado.
Saber os hábitos do mosquito é uma das armas para impedir a sua reprodução. Com quase um centímetro de comprimento, o Aedes aegypti se assemelha a um pernilongo comum, mas tem uma característica notável, que são as listras brancas em toda região do mosquito. Além disso, estudos comprovaram que este mosquito não tem hábitos noturnos, ou seja, a maior frequência de picada ocorre durante o dia.
Para evitar casos graves e mortes, também é importante entender os sintomas da doença e não as confundir com outros quadros. A principal diferença entre a dengue e a Covid-19 é a febre alta repentina. No caso da dengue, a temperatura sobe bruscamente, depois vem as dores do corpo, nas costas, além daquela dor típica atrás dos olhos e a presença de alterações digestivas e náuseas, além de erupção cutâneas. Esses sintomas podem ser em diversos níveis, desde o mais leve até o mais intenso, por isso o diagnóstico precoce é importante para evitar que o quadro se agrave. “A gravidade da doença, como toda infecção viral, depende de fatores ligados à saúde do paciente como idade, fatores de risco e infecção prévia. O diagnóstico precoce e preciso é essencial, visto que o desenvolvimento da forma grave ocorre até o 7º dia de sintomas, principalmente entre o 3º e 5º dia. Uma correta classificação de risco, acompanhamento de casos e manejo adequado evitam o agravamento da doença”, acrescenta Marcelo.
Evitar a proliferação do mosquito é o principal meio de combate à dengue. Com cautelas simples a doença pode ser facilmente evitada. “A prevenção é simples, e muitas vezes a população acaba não dando atenção. A melhor forma de enfrentamento é impedir que o mosquito chegue a fase adulta, ou seja elimina-lo ainda na fase de ovo, larva ou pupa. Se todos colaborarem podemos chegar a zerar o número de contaminações”, finaliza Marcelo.
É essencial fazer uma vistoria tanto dentro de casa quanto em quintais, para eliminar recipientes que possam acumular água parada. Deve-se prestar atenção em pratinhos de vasos de plantas, lixeiras, baldes, ralos, calhas, garrafas, pneus e até brinquedos ou qualquer outro objeto que pode vir a ser criadouro para as larvas do mosquito Aedes aegypti.
Mantenha-se vigilante quanto à limpeza do seu bairro. Se vir um acúmulo de lixo ou entulho, ou qualquer recipiente com a larva do mosquito, denuncie aos Conselhos de Saúde.