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Com mais de 600 casos de Covid em W. Braz, quantas mortes teríamos sem a vacina?

Com mais de 600 casos de Covid em W. Braz, quantas mortes teríamos sem a vacina?

O ano de 2021 terminava em clima de esperança. Com o avanço da vacinação, a queda na contaminação e a baixa nas mortes, parecia que a vida estaria próxima de voltar ao normal em 2022. Infelizmente não foi o que aconteceu.

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Após as festas de fim de ano, o número de casos de contaminação disparou em todo o Brasil, chegando a recordes nunca vistos em outros períodos da pandemia. Mas desta vez está tudo diferente.

Embora haja um grande número de casos ativos, a vacinação vem mostrando sua eficácia, principalmente em relação ao número de mortes relacionadas a doença. Apesar disso, a nova onda fez com que muitas pessoas ainda duvidassem da eficiência dos imunizantes.

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Pensando nisso, a Folha fez um comparativo com base nos dados do município de Wenceslau Braz entre o período antes da vacinação e depois da imunização, onde grande parte da população adulta já estava vacinada com a primeira e a segunda dose.

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O comparativo foi feito de acordo com os boletins informativos divulgados pela prefeitura, visto que, os boletins disponíveis para visualização são a partir do mês de março de 2021 até janeiro de 2022.

Em março de 2021, o município de Wenceslau Braz começava o mês somando 17 mortes por Covid-19 e cerca de 185 casos positivos da doença. Já no final do mês, somava-se mais 30 óbitos, ou seja, quase uma morte por dia durante o mês, totalizando 47 óbitos. Neste período a vacinação estava começando, grande parte dos vacinados eram profissionais da saúde que estavam na linha de frente da pandemia e idosos com mais 70 anos.

Nos meses abril e maio e junho os casos positivados ficaram entre 70 a 195 casos positivos, mantendo esta media durante todo o mês. Nestes meses somou-se 31 mortes pelo vírus, totalizando 78 óbitos no município. A vacinação estava para pessoas com doenças graves entre 55 até 60 anos, depois 54 anos, 49 anos e profissionais da educação de 34 anos ou mais.

Nos meses de julho e agosto os casos e mortes começaram a baixar. Em julho foram registrados de 10 a 33 casos positivos e 3 mortes. Já em agosto foram registrados 40 casos e 1 morte. Nestes dois meses totalizou-se 82 mortes pelo vírus. A vacinação nestes meses já começou a ser aplicada massivamente, a faixa etária começou em 40 anos e chegou até os 18 anos. Além disso, neste período grande parte da população já começava a tomar a segunda dose da vacina.

Em setembro houve registros de 19 a 32 casos positivados e 3 mortes. No mês de outubro os casos e as mortes tiveram uma queda mais que consideravam, foram registrados apenas 12 casos e infelizmente 1 óbito. Após este período o município totalizava 85 mortes por Covid-19.

Nos meses seguintes, novembro e dezembro, a vacinação já passou para adolescentes de 12 a 17 anos. Além de grande parte da população já estar tomando a segunda dose dos imunizantes, fora os que tomaram a vacina de dose única e já se encontravam imunizados.

O mês de novembro foi tranquilo, não passando de 5 casos positivados, porém em dezembro e principalmente após as festividades natalinas os casos começaram a subir novamente chegando a 62 no fim do mês.

Janeiro de 2022 começou com uma explosão de casos e, no momento, há 621 casos positivos e apenas um óbito relacionado a doença no município.

O que a Folha quer mostrar para os leitores é que, nos meses em que haviam poucos casos, mas a vacinação se encontrava no início, houve um número mais que considerável de mortes. Por exemplo, em março de 2021, que somava-se 185 casos ativos, houve 30 óbitos no mês. Já em janeiro de 2022, há mais que o triplo de casos, totalizando 621 positivos e 1 morte. Isso mostra que a vacinação é eficaz e cada dia mais vem fazendo a diferença salvando inúmeras vidas.

Além disso, as mortes por Covid-19 relatadas após a vacinação geralmente têm relação com outras doenças, comorbidades graves ou faixa etária avançada.

Vale lembrar ainda que, a proteção contra o coronavírus acontece somente entre duas e quatro semanas depois da aplicação da segunda dose. Por isso, quem tomou a primeira dose ainda não está imunizado e pode contrair o vírus. E se recebeu a segunda dose, o efeito da vacina será pleno após um mês, mas mesmo assim não totalmente, porque nenhuma vacina é 100% eficaz contra o coronavírus. Por esses motivos, o uso de máscara, álcool em gel e o distanciamento social ainda devem ser mantidos.

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