Mais uma vez as autoridades públicas do município de Siqueira Campos vêm demonstrando que estão de fato empenhadas em mudar a história da Santa Casa de Misericórdia no município fazendo com que a instituição volte a ser referência no atendimento a pacientes do município e também da região.
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A instituição vinha enfrentando uma série de dificuldades nos últimos anos, fator que acabou sendo ainda mais agravado com a chegada da Covid-19 na região e a suspensão de alguns serviços. Com dívidas, sem alvará dos Bombeiros entre outras situações, a Santa Casa acabou ficando sem certidões importantes para obtenção de verbas públicas e repasses, o que vinha agravando ainda mais a situação financeira do hospital. Porém, nos últimos meses, a situação tem mudado e volta a trazer esperança de uma instituição forte e prestativa.
Sem politicagem, com união, renovação da diretoria e decisões judiciais permitiram que a prefeitura conseguisse aumentar os repasses de recursos e ajudar o hospital a manter os serviços de atendimento de urgência e emergência disponibilizando médicos para o atendimento a população, assim como pacientes da Covid. Durante a pandemia, vaquinhas online com contribuições de populares ajudaram a instituição a respirar e continuar ajudando as pessoas. Com a participação de alguns empresários, o gerador de energia que estava parado há cerca de seis meses foi finalmente instalado e liberado para ser utilizado.
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Outro passo importante foi o desenvolvimento de um projeto que possibilitou que a Santa Casa firmasse junto ao Corpo de Bombeiros um Termo de Acordo Circunstanciado para obter o alvará. Com isso, parte das instalações elétricas foi refeitas e a instituição se prontificou a cumprir o restante das exigências em um prazo de um ano e meio.
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Outros acordos para quitação de dividas também foram firmados, como no caso da Copel a qual a instituição chegou a ficar três anos sem realizar o pagamento das faturas. Com uma nova negociação, as dividas foram diluídas em 50 parcelas. Também foram feitos acordos de dividas que estavam na Justiça e a quitação de quase R$ 90 mil em pagamentos a médicos plantonistas.
Em uma ação conjunta entre a diretoria do hospital, prefeitura e 19ª Regional de Saúde, a Santa Casa conseguiu a liberação de algumas licenças provisórias para operação, o que foi mais um passo para colocar a casa em ordem. Com isso, em agosto do ano passado, o hospital voltou a realizar cirurgias eletivas.
Já nesta segunda-feira (24), o presidente da instituição, Clóvis Antônio Gonçalves, assinou um contrato junto ao Governo Estadual para que a Santa Casa possa prestar serviços a Secretaria de Estado da Saúde. Com o convênio, a Santa Casa poderá receber uma verba na casa dos R$ 30 mil mensais através do HOSPSUS.
Conforme explicou o diretor executivo da instituição, João Amaral, outro recurso que será buscado são os R$ 285 mil que foram liberados pelo Ministério da Saúde há dois anos e que, devido a falta de documentação em dia, até hoje não pode ser utilizado. Outro recurso que o hospital aguarda são os R$ 500 mil anunciados pelo secretário de Saúde do Paraná, Beto Preto, que devem ser utilizados na reforma das instalações do hospital.
O presidente da Santa Casa reafirmou o compromisso de lutar por uma instituição de referência e qualidade no atendimento a população. “Nossa intenção é trabalhar para que o hospital fique em excelentes condições para atender não apenas a população de Siqueira Campos, mas de toda região”, destacou Gonçalves.
João Amaral também adiantou que há conversas para definição de uma visita do secretário Beto Preto ao município ou para que a equipe da direção do hospital vá até Curitiba para se reunir com o secretário. “Não vamos desistir do nosso sonho de tornar novamente a Santa Casa de Siqueira Campos um órgão de excelência no atendimento a população prestando um serviço de saúde com qualidade. Estamos com a casa em ordem e nossos planos são ainda maiores de, futuramente, transformar a Santa Casa em uma minirregional para atendimento da população de Siqueira e demais municípios vizinhos”, reforçou João.