A vacinação contra a Covid-19 em crianças de 5 a 11 anos começa nesta quarta-feira, dia 19, na Escola Especial Maria de Nazareth – APAE. A escolha do público que receberá o imunizante foi feita pela Secretaria Municipal de Saúde, que recebeu 230 doses de vacinas pediátricas para um grupo estimado de cerca de 3500 crianças.
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Segundo levantamento efetuado pela Secretaria, cada ano dessa faixa etária (5 a 11 anos) tem entre 400 e 500 crianças, ou seja, a quantidade disponível é insuficiente para qualquer das idades contempladas. Em razão disso, o critério a ser utilizado para que as vacinas sejam aplicadas o quanto antes é o seguinte: 1. Alunos da APAE; 2. Crianças em situação de risco – ABRINJA; e
3. Crianças com comorbidades. “Conforme forem chegando novas remessas de vacinas esses critérios poderão ser modificados”, antecipa o secretário, João Luccas Thabet Venturine.
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As vacinas pediátricas têm apenas um fabricante – Pfizer – e o contrato com o Governo Federal prevê a entrega de 20 milhões de doses no primeiro trimestre de 2022. “Os pais terão que ter paciência, é um problema nacional, ou mundial, que não depende de nossas equipes de Saúde para ser resolvido”, pede Venturine.
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Em relação às doses de reforço (terceiras doses), o secretário diz que ainda não tem previsão de chegada de novas remessas de vacinas para esse público. “Temos feito a divulgação das vacinações e procurado aplicar as vacinas o mais rapidamente possível. Assim que tivermos notícias vamos convocar a população para receber as doses de reforço”.
A recomendação da Secretaria é para que a população continue usando máscaras, higienizando as mãos sempre que possível com álcool em gel, e evitando aglomerações. A vacina, segundo Venturine, tem evitado as complicações da Covid-19, o agravamento dos casos e internações, e principalmente os óbitos.
Testes rápidos
O secretário alerta também que terá que limitar os testes de detecção do coronavírus, devido à pequena quantidade disponível. O critério é o atendimento apenas a quem está sentindo os sintomas da gripe. “É um problema que está afetando o País inteiro, e aqui não é diferente. Infelizmente não temos testes para todos, e o Laboratório Central do Estado (LACEN) não vence processar todas as amostras coletadas.
A atual onda de Covid-19 tem assustado muita gente, inclusive as autoridades. Ela está acontecendo devido a uma soma de fatores. Começa pela demora na vacinação, passa pela desigualdade no ritmo de vacinação entre os países, o que contribuiu para o surgimento de variantes do coronavírus. Houve um relaxamento natural em relação a medidas como o distanciamento e uso de máscaras, com viagens em aviões, ônibus, navios, festas de Natal e Ano Novo, férias, fazendo com que as diferentes cepas circulassem. Por fim o vírus foi se adaptando às vacinas, mas elas estão se mostrando muito eficazes na prevenção de internações hospitalares e verificação de óbitos.
“Procurar culpados não vai resolver o problema, o que pode ajudar é cada um ser responsável, tomar as vacinas - principalmente para evitar mortes e internações -, e evitar ao máximo as aglomerações”, recomenda Venturine. Para ele, “informação correta é muito importante, pesquise no Google (Internet) antes de emitir opiniões. Procure fontes confiáveis como as grandes revistas, jornais, televisões e rádios”, sugere o Secretário.
João Luccas lembra que neste momento é importante que as pessoas procurem a Unidade Referência (Posto Sentinela) apenas se estiveram com sintomas de gripe. Além de evitar a infecção, isso ajuda a diminuir as filas no local com o atendimento mais rápido a quem tem mais probabilidades de estar com a doença. “Lembramos que há vacina para Influenza disponível, vacine-se. E cuidado com a dengue, elimine possíveis focos e criadouros do mosquito”, finaliza.