
(Foto: Divulgação)
Na próxima quarta-feira (12) o vereador Elielson Carlos Araújo, conhecido como Tiguera (PTB), de Ibaiti, poderá sofrer as sanções políticas definitivas em decorrência da prática de quebra de decoro relacionada a um processo criminal ao qual responde após a deflagração da Operação Perjúrio, em março deste ano.
O processo de cassação foi desencadeado por denúncia apresentada pelo cidadão e suplente de vereador Sidinei Robis de Oliveira (PTB), imputando-lhe a prática de atos que constituem quebra de decoro parlamentar.
As acusações que pesam sobre o vereador e policial civil de Ibaiti são de vazamento de informações sigilosas da Polícia Civil, além de suspeita de favorecimento de fuga, que culminaram em sua prisão em março deste ano pelo Gaeco (Grupo Especial de Combate ao Crime Organizado) de Londrina.
De acordo com a promotora de Justiça da comarca de Ibaiti, Dúnia Serpa Rampazzo, as investigações apuraram que ele havia vazado informações de uma operação policial para organizadores de um evento (festa rave) que aconteceria na cidade, o que acabou frustrando o cumprimento das ordens judiciais. "A partir da investigação apuramos outros crimes. Ele já havia sido preso e passou a reiterar práticas criminosas". O investigador é acusado ainda de falsificação de documentos, abandono de função e de facilitação de fugas de presos." Ainda segundo o MP, Araújo responde também a por improbidade administrativa em ação civil pública.
Em abril, o Tribunal de Justiça concedeu um habeas ao vereador, que segue em prisão domiciliar e utilizando tornozeleira, por este motivo ele está afastado de suas atividades políticas e profissionais.
Em outro episódio, ocorrido em 2016, Araújo foi preso pela Operação Alcova que apurou a prática de crimes de exploração sexual de menores. A prisão ocorreu cerca de duas semanas após ele ter vencido as eleições com 325 votos.
A sessão está marcada para as 14h de quarta-feira.


