No último dia 4 foi protocolada na câmara de Arapoti uma denúncia por suposta prática de quebra de decoro por parte do vereador Victor Brondani (PDT).
A denúncia partiu do vereador cassado Giovanni Carneiro que, em sua representação, acusou Victor de realizar abates clandestinos em sua propriedade. De acordo com o documento, o denunciado possuiria cabeças de gado sem registro e realiza o abatimento e o armazenamento dos mesmos ainda na propriedade, sob condições precárias e sem qualquer inspeção da vigilância sanitária, nota fiscal, tampouco certificação do S.I.F. (Serviço de Inspeção Federal) ou S.I.M. (Serviço de Inspeção Municipal).
Por meio do pedido, Giovanni requer a instauração de um processo disciplinar para a análise e apuração dos fatos com a justificativa de que o abatedouro é uma ameaça à saúde da população, visto que diversos estabelecimentos são apontados como comercializadores de tais produtos.
Em contato com Brondani, ele manifestou seu parecer sobre a denúncia. “Todo o cidadão tem o direito e o dever de fiscalizar os agentes públicos e políticos e tomar as providências legais. Entretanto, acho estranho que o vereador cassado por quebra de decoro parlamentar, denunciado pelo Ministério Público por estelionato qualificado, Giovanni Aparecido Carneiro, tenha denunciado, outrora sua cassação, os vereadores que votaram pelo seu afastamento, como é o caso dos vereadores Ricardo, Marineo e Joel, e agora contra minha pessoa”, declara.
“Tomei as providências legais quanto ao mérito da denúncia, inclusive com visitas de autoridades na propriedade rural para constatar as inverdades ditas pelo ex-vereador”, finaliza.
Após reunião nesta segunda-feira (10), os vereadores decidiram que o acato ou não da denúncia só será julgado em 2019, visto que, formalmente, o ano Legislativo encerra no dia 14 de dezembro.
O Denunciante
Giovanni Carneiro, autor da denúncia contra Victor, teve seu mandato cassado em outubro deste ano com votação unânime da casa de leis, após uma denúncia de quebra de decoro, na qual ele é acusado de cobrar R$ 4,8 mil de uma idosa em troca da promessa de aumentar em 25% a aposentadoria dela junto ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
O processo também caminha na esfera criminal e está nas mãos do Ministério Público de Arapoti.


