A prefeita Adelita Parmezan, do município de Quatiguá, foi a entrevistada desta segunda-feira (16) no programa Conversa com Chimarrão da Folha. Durante o bate papo com o apresentador Renan de Oliveira, a chefe do Executivo quatiguaense não hesitou em responder perguntas polêmicas como no caso da instalação de uma praça de pedágio no trecho da PR-092 que passa pelo município e sobre os boatos sobre a cassação de seu mandato.
Os rumores de que o mandato da prefeita e de seu vice Josué De Pádua Melo, o Zé Vareta, seria caçado começaram a circular em março deste ano tendo como motivo possíveis irregularidades cometidas durante a campanha da chapa de Adelita. A denúncia teria sido feita por um partido político da cidade e a representação sobre os possíveis erros cometidos foram apresentados a Justiça pelo Ministério Público.
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Durante a entrevista, Adelita falou sobre a situação. “É uma situação complicada, mas estar na política é isso. O Ministério Público fez uma representação contra a nossa chapa por possíveis erros formais na prestação de contas na contratação de pessoal, mas se quer fui intimada e o assunto acabou se espalhando como cassação”, esclareceu a prefeita.
“Tivemos uma situação referente a contratação de pessoal que não foi irregular e não entendi porque os envolvidos não apreciaram a matéria, pois há um limite para contratação de mão de obra de cabo eleitoral que é de 1% do nosso eleitorado, porém, não se incluem nesse grupo as pessoas que tem funções administrativas como advogado, contador, fiscais entre outros. Logo, tenho a convicção de que nossa campanha foi transparente e não fizemos nada de errado”, complementou Adelita.
Ainda sobre a suposta contratação irregular de pessoal, Adelita estendeu os esclarecimentos. “A política é complicada, teve um cara que foi ameaçado de morte, um que foi dar um tiro em outra pessoa e acabou acertando ele mesmo, entre outras situações. Tivemos que contratar um segurança que, no caso, não é um cabo eleitoral, então não conta. Se caso o juiz entendeu que isso é ilegal, ele teria que mudar a lei, o que não cabe a ele”, pontuou a prefeita.
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Apesar da repercussão do caso, Adelita se mostrou tranquila com a situação. “Estou tranquila e vamos entrar com as medidas cabíveis, pois entendo que isso que estão fazendo é ilegal, pois nós não omitimos nada e não vou pagar por ter sido honesta na minha prestação de contas. Se caso for condenada, vou aceitar a decisão de primeira instancia e vamos buscar a reversão nas instancias superiores. Vamos até o final”, frisou.
Sobre a instalação de uma praça de pedágio na PR-092 no trecho que passa por Quatiguá, a prefeita informou que vai buscar por ações que assegurem os direitos dos munícipes. “Vamos trabalhar em busca de ações para assegurar os direitos da nossa população, como o caso da isenção, por exemplo. É importante deixar claro que a decisão de instalar a praça em Quatiguá foi tomada pelo Ministério da Infraestrutura que é responsável pelos projetos”, explicou Adelita.
A prefeita ainda defendeu que o pedágio deve trazer um modelo justo com tarifas baixas e mais obras para melhorar a infraestrutura da região. “O pedágio é uma questão complicada tanto para população quanto para o empresário. Queremos ter segurança em relação as tarifas, se as obras serão realizadas e se o valor não vai mudar. É importante ter uma rodovia com mais segurança onde não passamos por trechos que lembramos de um conhecido que morreu, assim como que tenha infraestrutura para movimentar nossa economia. Perdemos uma grande empresa em Quatiguá por falta de infraestrutura das rodovias, o que é muito triste”, pontuou.
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