Consórcio havia firmado acordo para adquirir 132 mil doses da vacina Russa, mas imunizante foi rejeitado pela Anvisa
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Após a ANVISA anunciar que não irá liberar por hora o uso da vacina russa Sputnik V, o presidente do Cisnorpi (Consórcio Intermunicipal de Saúde do Norte Pioneiro), Marcelo Palhares, informou que a instituição já tem um “plano B” para adquirir imunizantes para prefeituras. Após reunião, o Consórcio havia firmado acordo para adquirir 132 mil doses do imunizante.
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A situação teve início quando os cinco diretores da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) rejeitaram, por unanimidade, a importação e o uso da vacina russa Sputnik V pelo Brasil. A decisão foi tomada ontem, na nesta segunda-feira (26). O imunizante é produzido pelo Instituto Gamaleya, da Rússia. Os diretores da agência se reuniram, de forma extraordinária, para avaliar os pedidos de nove estados para a aquisição da vacina.
O diretor da Anvisa, Alex Machado Campos, que é o relator do pedido, considerou que o imunizante pode trazer riscos à saúde. Além disso, foram apontadas falhas e pendências na documentação apresentada pelo fabricante. Ele se baseou em pareceres técnicos de três gerências da Anvisa, que fizeram uma apresentação no início da reunião.
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"Para os pleitos ora em deliberação, o relatório técnico da avaliação da autoridade sanitária ainda não foi apresentado, os aspectos lacunosos não foram supridos, conforme as apresentações técnicas. Portanto, diante de todo o exposto, verifica-se que os pleitos em análise não atendem, neste momento, às disposições da Lei 14.124 e da Resolução da Diretoria Colegiada 476, de 2021, razão pela qual eu voto pela não autorização dos pedidos de importação e distribuição da vacina Sputnik V solicitados pelos estados que já relacionamos", afirmou o diretor-relator. O voto do relator foi seguido pelos outros diretores da agência.
A deliberação foi marcada dentro do prazo estipulado pela Lei n º 14.124/21, e de acordo com a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Ricardo Lewandowski, que determinou a análise da questão dentro do prazo de 30 dias. Caso não houvesse essa análise por parte da Anvisa, a vacina poderia ser importada.
CISNORPI tem plano B, afirma Palhares
Após a confirmação da decisão da Anvisa, nesta terça-feira (27), a reportagem da Folha Extra entrou em contato com Marcelo Palhares, Presidente do Consórcio, e em sua fala sobre a questão da não aprovação da ANVISA lamentou o ocorrido, pois a expectativa era de que o laboratório em que foi feita a carta de intenção conseguisse enviar as 132 mil doses pós-liberação da agência reguladora.
“Achei lamentável a não aprovação da ANVISA, visto que tantos outros países conseguiram comprar. Gostaria de deixar claro que os municípios não perderam nenhum investimento, pois nós enquanto consórcio fizemos a carta de intenção para viabilizar rapidamente a compra, com o pagamento sendo efetuado assim que chegassem as vacinas aos municípios” conta Palhares.
O presidente argumentou que o consórcio junto aos prefeitos irá adotar outra estratégia em relação às vacinas, e que já tem um “plano” B para imunização dos municípios atendidos pelo consórcio. “Vamos adotar outra estratégia na aquisição dessas vacinas, temos o plano B. Faremos outra LOI (abreviação de Letter of Intent-carta de intenções) nessas próximas semanas e enviaremos para o mesmo laboratório o qual havíamos feito o pedido da SPUTINIK V, para aquisição da vacina da AZTRAZÊNECA, que em aproximados 25 dias após o recebimento da LOI, enviarão as vacinas”, explicou o presidente da CISNORPI.
VIA: Redação com Agências.