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Folha Extra não publicou fotos de vítimas de acidente como acusa pai nas redes sociais

Folha Extra não publicou fotos de vítimas de acidente como acusa pai nas redes sociais

Mantendo o compromisso de levar aos seus leitores informações com qualidade e credibilidade sempre prezando pela imparcialidade dos fatos, a Folha Extra vem esclarecer um vídeo que circula nas redes sociais onde o pai de uma das vítimas acusa o diretor e editor da Folha, Alceu Oliveira de Almeida e Alceu Junior, de publicarem imagens e o nome de seu filho Ivan Neto que, infelizmente, veio a falecer em um trágico acidente na noite do domingo na PR-092.

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Primeiramente, há alguns anos a política interna do jornal optou por não publicar, divulgar ou compartilhar imagens de pessoas que tenham vindo a óbito, assim como não compactua com a publicação de imagens constrangedoras e com cenas fortes de acidentes e outros incidentes. Desta maneira, em nenhuma das três matérias publicadas pela redação e que estão disponíveis em nosso portal incluíram a imagem de qualquer uma das três vítimas do acidente, sendo publicada apenas a foto do veículo sem a presença de nenhum dos ocupantes.

Diante do questionamento realizado pelo pai de um dos jovens sobre porque os nomes das vítimas de acidentes são divulgados e de pessoas presas em operações policiais não, atribuindo esta situação a um critério do jornal, a Folha Extra conversou com o delegado da Polícia Civil de Jaguariaíva, Dr Derick Moura Jorge, especialista no assunto para esclarecer a situação da Lei 13.869 de 2019.

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“Primeiramente é importante esclarecer que a divulgação de nome de presos ou suspeitos foi proibida pela nova lei de abuso de autoridade. A Lei impede não apenas os meios de comunicação de divulgar as identidades, mas até mesmo os agentes da Polícia Civil ou Polícia militar podem ser presos ou pagar multa em caso de exposição do suspeito”, comentou o delegado.

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Dr. Derick ainda explicou porque a nova lei foi criada. “A Justiça considerou que o indivíduo está sendo preso, mas não está sendo condenado. Então, divulgar sua identidade estaria expondo ele a uma situação que depois ele pode ser, por exemplo, absolvido e na maioria dos casos não haverá a mesma divulgação. Agora, só depois que o juiz julgar o caso para poder divulgar se a pessoa é culpada”, esclareceu.

O delegado também falou sobre a questão da divulgação de imagens e nomes de vítimas de acidentes e demais incidentes. “Neste caso, o que aconteceu foi uma fatalidade, ou seja, há um fato. Não há nenhuma legislação que impeça os órgãos de imprensa de divulgarem os nomes de quem morreu ou as fotos do acidente, o que há é um consenso de não se divulgar fotos constrangedoras mostrando corpos e pessoas feridas, por exemplo. Já o nome dos falecidos e imagens da rodovia ou do veículo não há problema nenhum”, frisou Dr. Derick.

Sobre os entorpecentes encontrados no automóvel, mais uma vez a Folha Extra cumpriu seu papel de jornalismo informativo, o qual realiza a transmissão da informação aos seus leitores de maneira imparcial sem, inclusive, qualquer teor de vinculação ou criminalização dos jovens que estavam no veículo ou especulações de suas vidas pessoais, mais uma vez apenas transmitindo o fato registrado pelas autoridades policiais.

A Folha Extra acredita se tratar de um equívoco e que sua marca e os nomes dos diretores tenham sido vinculados a alguma publicação de outro portal de notícia. Toda a equipe se solidariza com as famílias das vítimas diante deste momento difícil e desejamos nossas condolências.

Certos das medidas legais e cientes do compromisso com a informação em suas matérias, a direção do jornal esclarece ao pai da vítima e autor do vídeo que, por ora e em respeito a dor dos familiares e amigos, não há nenhum interesse em representar judicialmente (processar) o pai do jovem Ivan Neto pelas acusações e conforme o mesmo declara em seu vídeo.

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