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O presidente em exercício do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Luiz Fux, atendeu uma reclamação da defesa do ex-governador Beto Richa (PSDB) e decidiu manter o ministro Gilmar Mendes como relator dos inquéritos que envolvem as prisões do tucano e demais envolvidos nas operações Integração e Rádio Patrulha, do Ministério Público Federal e do Gaeco.
Fux considerou que Mendes é “juiz prevento” do caso, já que ele concedeu habeas corpus que liberou Richa e sua mulher, Fernanda Richa, da primeira prisão decretada em setembro de 2018, na Operação Rádio Patrulha, que investiga suspeitas de fraudes em licitações para obras em estradas rurais. Na ocasião, Mendes considerou as prisões injustificáveis, e expediu um salvo-conduto ao tucano e outros envolvidos.
Na época, os advogados de Richa recorreram a Mendes por ser ele relator de outro processo pelo qual foram proibidas as chamadas "conduções coercitivas". A defesa do ex-governador alegou que o pedido de prisão temporária de Richa teria sido uma estratégia do Ministério Público para driblar essa proibição.
A procuradora Geral da República, Raquel Dodge, recorreu ao STF para que o caso fosse julgado pelo ministro Luiz Roberto Barroso, relator original da Operação Integração, mas não foi atendida.
Richa foi preso pela segunda vez na última sexta-feira (25), acusado de comandar um esquema de cobrança de propina das concessionárias do pedágio em troca do cancelamento de obras e aumento de tarifas. Segundo o MPF, o esquema teria recebido pelo menos R$ 35 milhões.


