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Dengue avança na região e Jaguariaíva investe na prevenção

Dengue avança na região e Jaguariaíva investe na prevenção

O município de Jaguariaíva é um dos únicos na região sem registro de dengue, enfermidade que nos últimos meses já matou mais de 100 pessoas no Paraná, inclusive com vítima em cidade próxima. Para continuar livre da doença e orientar a população para eliminar os criadouros, a prefeitura já retomou o trabalho externo habitual de combate ao vetor.

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Usando máscaras e outros cuidados sanitários, equipes de 13 agentes de endemias percorrem toda a cidade para orientar e também coletar larvas do Aedes aegyptiNas últimas cinco semanas foram mais de 8 mil imóveis inspecionados, 520 depósitos de água eliminados e 415 larvas de Aedes aegypti encontradas, sendo os bairros Primavera e Santa Cecília os mais afetados.

Especialmente neste período de pandemia do coronavírus, os agentes de endemias, que são também auxiliados pelos agentes comunitários de saúde treinados, encontram dificuldade em realizar a visita técnica nas casas. “Várias delas estão fechadas ou há recusa em receber os servidores”, relata Laércio Padilha, coordenador da equipe de agentes de endemias da Vigilância Epidemiológica.

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Nos locais onde os agentes têm acesso os principais problemas encontrados são o lixo jogado em terrenos baldios e, nos quintais, a presença de criadouros, como pneus velhos com água parada, potes com água armazenada para animais sem reposição e até piscina sem manutenção adequada. Com o funcionamento do programa municipal Feira Verde, onde os recicláveis são trocados por frutas, verduras e legumes, o lixo reciclável diminuiu nos ambientes, contudo o descarte incorreto ainda existe. Os agentes de endemias destacam que é importante armazenar corretamente o material até o dia da troca, visto que as fêmeas do mosquito da dengue põe os ovos mesmo em locais secos, que depois com a chuva se tornam os criadouros.

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Devido às medidas de isolamento social, palestras em escolas e mutirões de limpeza contra a dengue estão temporariamente cancelados pelas equipes da Vigilância, contudo a população pode colaborar, fazendo uma varredura para eliminar pontos de acúmulo de água parada. “Como as pessoas estão ficando mais em casa devido à pandemia da Covid-19, há tempo para olhar o quintal e observar os lugares onde o  Aedes aegypti pode se proliferar”, observa Padilha. Em dias de chuva as condições para proliferação do mosquito aumentam ou novos pontos surgem, sendo necessário o reforço na vistoria das áreas.

Padilha relata que Jaguariaíva, conforme Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti (LIRAa), está em grau médio de risco de dengue. "Temos que estar atentos, pois embora não haja casos da doença, sabemos que houve um aumento de larvas encontradas do Aedes aegypti em comparação ao mesmo período do ano passado", informa Padilha.

Sintomas – Febre, dor de cabeça, manchas vermelhas na pele e dores musculares e nas articulações são sintomas da dengue. O vírus, transmitido pela picada da fêmea infectada do Aedes aegypti, possui quatro sorotipos diferentes, podendo causar desde sintomas mais leves até a morte. O Aedes aegypti também transmite doenças chikungunya e zica. Em caso de suspeita de dengue o serviço de saúde deve ser buscado para tratamento e notificação do paciente.

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