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Carros antigos: paixão movida a (muita) gasolina e disposição

Carros antigos: paixão movida a (muita) gasolina e disposição

Carrosantigo

Seja para restaurar, seja para personalizar, os carros antigos estão cada vez mais são cobiçados e vêem antigas ferrugens e a fama de gastões darem lugar a uma supervalorização e uma procura cada vez maior.

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Difícil encontrar quem não aprecie a beleza e o charme de um carro antigo, quando em boas condições. E a paixão por modelos fabricados antes da década de 80 vem se tornando cada vez mais comum.

A relação é simples. Quanto mais antigo o modelo, mais admiradores consegue. Claro que o estado de conservação do veículo é outro ponto sempre levado em consideração nesta questão.

E se existe um veículo que se enquadra perfeitamente na equação “ano de fabricação x estado de conservação” é o Aero Willys 2600, ano 1967, do comerciante Marcos Jeane Fabro, 39 anos, morador de Wenceslau Braz.

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“Desde criança eu tinha sonho de comprar um Aero Willys, sempre achei um carro bonito e fiquei esperando aparecer a oportunidade”, relata Marcos.

Oportunidade essa que apareceu em 2005, no município de Cambé. “Um senhor tinha dois modelos, um que já estava restaurado e este, que estava sem nenhuma condições de rodar, e por ter dois decidiu se desfazer”, relembra.

Aí o comerciante começou um minucioso processo de restauração que durou por cinco anos. O detalhe é que o próprio Marcos, que é filho de um funileiro e herdou os conhecimentos do pai, foi o responsável pela transformação de uma quase sucata em um carro admirado e cobiçado.

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“Eu mesmo fiz tanto a lataria quanto o motor. Só não fiz a tapeçaria”, conta, orgulhoso. Para manter o carro original, o comerciante comprou um segundo Aero Willys sem documentação, para retirar frisos e algumas peças que tinha dificuldade para encontrar.

“A dificuldade de achar peças no caso deste modelo é muito grande, por isso precisei comprar outro  Aero Willys para retirar os frisos, que não conseguia encontrar, e outras peças, além de guardar algumas para reposição, caso precise”, explica.

O resultado da restauração ficou tão impressionante que constantemente noivas alugam o veículo para a chegada na igreja. Em uma rápida volta pela cidade, é fácil perceber que o Aero Willys de Marcos vira o centro das atenções. “Às vezes eu fico até constrangido, porque todo mundo olha”.

Apesar do “glamour”, o comerciante explica que o carro foi projetado para trafegar por estradas de terra, por isso é um veículo sem maior conforto (diferente das versões Itamaraty do Aero Willys, que saíam de fábrica equipados com ar condicionado e outros acessórios luxuosos), embora a quem vê pense exatamente o oposto.

O motor 6 cilindros com mais de 140 cavalos proporcionam uma boa arrancada, porém Marcos alerta que a velocidade máxima a se trafegar com segurança é em torno dos 110 km/h. “Ele tem muita arrancada, mas não foi feito para andar em altas velocidades. Passar de 110 km/h é perigoso”.

Claro que quem anda no carro quer exatamente circular em baixa velocidade, para que o trajeto dure por mais tempo e consequentemente poder curtir ao máximo um passeio por um modelo tão raro como esse.

IRMÃOS OPALEIROS

Os irmãos Ribeiro têm muito mais do que o sobrenome e a profissão (são costureiros) em comum. Ambos são apreciadores e proprietários de modelos de um dos veículos mais emblemáticos do automobilismo brasileiro: o Opala.

Enquanto o irmão mais velho, Diógenes, 37 anos, possui um Opala de 6 cilindros ano 1977, o irmão mais novo, Diogo, 21 anos, tem um Opala de 4 cilindros, fabricado em 1978.

Assim como Marcos, os irmãos Ribeiro nutrem o gosto pelos seus modelos desde a infância. “Sempre quis ter um Opala, é o carro que eu mais acho bonito, que eu mais gosto, e quando apareceu a oportunidade eu comprei”, conta Diógenes, que está em seu segundo Opala.

Diogo, que já teve outros dois modelos antes do atual, também trouxe a vontade de ter um Opala de quando era menino. “Eu gosto de carro antigo, sempre gostei e também sempre quis ter um Opala. É um carro diferente”.

No entanto, as diferenças com o Aero Willys de Marcos cessam aí. Se o primeiro se esforçou ao extremo para manter a originalidade do seu carro, os irmãos Ribeiro, embora façam questão de manter alguns detalhes conforme a fabricação, instalaram outros acessórios nos veículos.

Rodas de liga leve, DVD automotivo, estofamento diferenciado, som potente e até algumas pequenas mudanças no motor, para aumentar ainda mais a potência, diferenciam estes Opalas dos demais.

Outra diferença entre os Opalas e o Aero Willys é a freqüência do uso. Enquanto o carro de Marcos é usado raramente, os irmãos Ribeiro usam seus veículos no dia a dia. “O consumo é alto, mas vale o gosto de dirigir diariamente. Não tenho outro carro, então é o Opala mesmo”, afirma Diógenes.

No caso do Diogo, a questão é ainda mais acentuada, já que ele mora na zona rural de Wenceslau Braz e trafega diariamente cerca de 25 km. “Gasto uns R$ 80 por semana com combustível, mas não me incomodo não. Já tive um Opala turbinado que fazia 1km por litro. Esse nunca parei pra fazer as contas do consumo, mas não me importo tanto com isso”.

Como trabalham juntos, diariamente os Opalas ficam próximos, ou até lado a lado, chamando a atenção de praticamente todos que passam pelo centro de Wenceslau Braz.

“O pessoal para pra tirar foto, querem comprar, vem conversar com a gente. Sempre tem alguém querendo saber alguma coisa”, afirma Diógenes.

E quando o jornalista é convidado a assumir a direção de um carro com 171 cavalos de potência (que geram um ronco similar a um avião) e alguns bons mil reais investidos, aí a sensação é indescritível e faz qualquer carro moderninho parecer sem graça, dando a certeza que o cheiro de gasolina e a simplicidade robusta dos carros antigos ainda são muito mais atraentes do que grande parte das tecnologias atuais.

Por LUCAS ALEIXO

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