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Vila Guay

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Lugar convive há décadas com a expectativa da pavimentação da PR-436, o que definitivamente “colocaria o distrito no mapa”

A série “Interior do Norte Pioneiro” chega agora à Vila Guay, outro distrito de Ibaiti. A primeira impressão, dois fatores chamam a atenção: o fato de ser cortado pela empoeirada PR-436 (embora no distrito o rodovia tenha calçamento de pedras irregulares) e o bom número de comércios, levando em consideração o tamanho do lugar.

À “sombra do Pico Agudo”, o distrito volta à velha calmaria típica destes lugares, exceto, claro, pelo movimento da PR-436. Ali não existe asfalto, embora a maioria das ruas seja pavimentada, é por pedras. Talvez um charme a mais para o local.

O fato, porém, é que a falta de asfalto pode ser um charme para os turistas e visitantes, mas é um grande e longo incômodo para os moradores locais.

O dono de um, dos vários comércios locais, é Ezequiel Bispo dos Santos, de 84 anos e morador do distrito desde 1958 – o que faz dele, além de comerciante, participante vivo da história da Vila Guay.

Nascido na Bahia e dono do pequeno comércio desde 1962, onde vende desde encanamento até doces, Ezequiel pode falar sem hesitar que viu cada passo dado (tanto para frente quanto para trás) que o distrito deu nos últimos 55 anos.

Mas de todas as reclamações, sem sombra de dúvidas, a maior é sobre a não pavimentação da 436, que de acordo com Ezequiel, ouve projetos para o asfalto da rodovia desde 1964. “Eu vou contar pra vocês que desde 1964 existe projeto para esse asfalto, e até hoje foi só promessa. Muda político, vem promessa, mas fazer mesmo que é bom nada”, reclama o comerciante.

No entanto, mais do que reclamar, Ezequiel chega a fazer uma projeção em caso do asfalto da rodovia tivesse saído quando foi anunciado pela primeira vez. “Não tenho dúvida, se essa rodovia fosse asfaltada na década de 60 hoje a Vila Guay estaria melhor que Conselheiro Mairinck, por exemplo”, afirma. “Imaginem quantos veículos não passariam aqui por dia, iria dar uma força absurda pro distrito se desenvolver, agora a esperança é a última que morre e eu ainda quero ver essa rodovia asfaltada desde Ibaiti até Ribeirão do Pinhal”.

Outra reclamação de Ezequiel é sobre o poder público, mas que acarreta elogio aos seus vizinhos de distrito. “Eu garanto uma coisa a vocês: se esse lugar cresceu foi por mérito dos moradores, porque o povo se esforçou por conta própria pra gente chegar até aqui. Governo nenhum nunca fez muita coisa por nós. Antigamente quando chovia a gente ficava isolado por semanas por conta do barro que fazia nessa estrada. E quem precisava de um médico? Dançava”.

A descrença do baiano, contudo, pode finalmente ser, ao menos, abalada. Com o anúncio do estudo por parte do governo Estadual em pavimentar a PR-436, a Vila Guay vive a expectativa de deixar de ser apenas um distrito quase que isolado do mundo para ter o movimento de uma rodovia estadual cruzando por entre suas esquinas.

Por LUCAS ALEIXO

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