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Campinho

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De “ressaca” pela cana

Distrito do Campinho, em Ibaiti, já teve toda uma vida própria e tem uma infraestrutura superior aos dos outros locais visitados por esta série, mas sofre com a iminente falência da usina de cana que praticamente sustentava o lugar.

O lugar que já até almejou se tornar um município, hoje vive a realidade do êxodo dos jovens e adultos. Esse é o distrito do Campinho, em Ibaiti, que sofre com a iminente falência de uma usina canavieira que empregava a maioria absoluta dos moradores locais – e hoje não tem nem 100 funcionários, contrastando com outros tempos onde gerava milhares de empregos.

Localizado na margem da PR-435, entre Ibaiti e Congonhinhas, e com uma população de mais de 2 mil habitantes, o local tem uma aparente vida própria, com sua rua principal podendo ser comparada a de ruas do centro de cidades de pequeno porte, com dezenas de comércios e duas escolas.

Além disso, Campinho conta com algumas presenças não encontradas em outros distritos, como posto de combustível, ponto de táxi, lan house, fábrica de confecção e posto policial (que não é usado, mas existe). O principal, porém, fica para a existência de um campo de vôo, com pista de mais de 1 km totalmente asfaltada e tendo em média quatro aviões de pequeno e médio porte pousando ali por mês – inclusive sendo usado por políticos influentes quando viajam para Ibaiti e região.

O problema é que toda essa infraestrutura está ficando obsoleta perante o êxodo de jovens e adultos que vem acontecendo em virtude da já citada possível falência da usina canavieira. Além disso, outro problema grave é a segurança. Como o distrito fica há quase 20 km de Ibaiti, o deslocamento da polícia não é dos mais rápidos, e os moradores reclamam da falta de segurança.

“Polícia quase não aparece. Aqui é só Deus que guarda”, afirma o aposentado Niversino Teodoro da Silva, que mora ali há 30 anos e trabalhou por outros 19 na usina que hoje ele vê perecer aos poucos. “É triste pra gente ver isso, antigamente só não trabalhava lá quem não queria, e hoje não chega nem a 100 funcionários”, lamenta.

João Menezes dos Santos, também aposentado, tem o mesmo discurso do colega. “A usina era o coração do Campinho. Agora só ficaram aposentados e crianças, o pessoal que trabalha está indo embora, porque aqui não tem o que fazer”, destaca. “Antigamente era um movimento de ônibus que começava as 5 da manhã e ia o dia inteiro, tinha movimento grande aqui, e agora está cada vez com menos gente”, completa.

Assim, a certeza que fica é que, infelizmente, um lugar que já teve toda uma vida própria, hoje sofre sem grandes expectativas para o futuro. E com o perdão pela analogia, mas a cana que outrora causava “euforia” hoje só deixou a “ressaca”.

 

Por LUCAS ALEIXO

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