A direção do Hospital São Sebastião, em Wenceslau Braz, se defendeu das graves acusações feitas em redes sociais durante esta semana por conta do socorro a uma criança que se queimou com chá quente.
De acordo com as reclamações na internet, o atendimento à criança não teria sido o ideal e haveria demora em levar o menor para centros maiores a fim de receber um tratamento mais aprofundado.
No entanto, Fabiano Stortti, diretor do hospital, nega os fatos e afirma que o atendimento à vítima de queimadura foi padrão, inclusive sendo feito com sucesso por parte da equipe médica local.
“O atendimento foi realizado pela equipe de enfermagem e pelo Dr. Roberto Coelho (Clínico Geral, Cirurgião Geral e Cirurgião Plástico) que imediatamente acionou a Central de Vagas do Estado e também o SAMU, e providenciou o internamento da menor, para iniciar o tratamento clínico específico para o caso de queimaduras. No estado do Paraná existem somente dois Hospitais especializados em queimaduras, tanto particular ou convênio ou pelo SUS”, afirma Fabiano.
“No período em que a menor ficou internada nesta Instituição, os cuidados e tratamentos específicos foram realizados em conjunto com o médico responsável pelo CTQ (Centro de Tratamento de Queimados) de Londrina, sendo realizado aqui no Hospital São Sebastião exatamente o que seria realizado em qualquer outro hospital”, continua o diretor da instituição.
Após a vaga ser conseguida no CTQ, que seria ume espécie de UTI para queimados, então a criança foi transferida para Londrina.
“Houve comentários que se deveria ter colocado a criança em uma ambulância e sair para qualquer outro hospital, mas isso significaria uma irresponsabilidade, pois colocaria em risco a integridade física da menor. Qualquer transferência, sem a vaga e sem o contato do médico aguardando, aumentaria o risco de morte da criança, pois ela estaria exposta a outras infecções hospitalares de maior gravidade, dentro de um Pronto Socorro de um grande hospital”, prossegue Stortti.
A respeito de um suposto problema sobre a visitação para a menina, o diretor do hospital afirma que foi registrado apenas um incidente, quando familiares foram impedidas de visitar a vítima em virtude do horário – fato esse que teria acontecido após as 23h.
“Além disso, na situação vulnerável que se encontrava, poderia ser contaminada por qualquer tipo de infecção, necessitando portanto, de uma restrição especial, assim como foi feito em todo o período de sua permanência na instituição”.
A criança deu entrada no Hospital São Sebastião na manhã da última terça-feira (11) e foi transferida para Londrina ainda na parte da manhã do dia seguinte. A situação dela agora é estável.
“Ela foi socorrida com total eficiência, e foi para o lugar certo na hora certa, já que antes não tinha vaga. Então a equipe médica está de parabéns e o resto é gente tentando se promover em cima da fatalidade de uma criança, o que é muito triste”, finaliza Stortti.
Por LUCAS ALEIXO


