Nesta terça-feira (10), policiais civis e militares de Abatiá apreenderam os adolescentes J.C.daS. (camisa vermelha) e E.R. (camisa escura). Os menores foram detidos em razão de serem acusados, dentre outros crimes, de roubarem uma vítima na cidade de Abatiá, há cerca de quinze dias, e também de tentarem matá-la. A vítima, um comerciante do município, teve um braço quebrado pelos infratores, que ainda deram dois tiros dentro da residência, que ficou tomada pelo sangue do agredido. A vítima teve R$ R$ 1 mil e alguns cheques roubados.
Os policiais, no mesmo dia, descobriram a autoria dos delitos, recuperaram todos os cheques roubados e ainda apreenderam a pistola usada pela dupla, que só não foi presa em virtude de na comarca não haver celas próprias para abrigar menores infratores.
O delegado chefe de Ribeirão do Pinhal, Isaías Fernandes Machado, representou pela apreensão para o Juiz da comarca. Os menores foram apreendidos e entregues ao CENSE.
A dupla responde, além do crime de latrocínio tentado, a mais duas tentativas de homicídios, efetuados em conjunto com maiores de idade, alguns dias antes do roubo.
Apesar da gravidade dos delitos, os adolescentes estão sujeitos a uma pena que pode chegar a três anos de internação, mas que geralmente não passa de seis meses.
O delegado de polícia de Ribeirão do Pinhal, que atende por Abatiá, enalteceu o trabalho conjunto das polícias, bem como agradeceu o empenho das Autoridades Judiciárias, ressaltando que os adolescentes vinham barbarizando a cidade com suas
condutas criminosas, porém esclarece que é urgente que os poderes públicos ajudem a construir mais, pelo menos, duas celas junto à cadeia pública de Jundiaí do Sul que possam abrigar mulheres e adolescentes, para que casos como este não demorem tanto a ter uma resposta.
O delegado Isaias vai agendar uma reunião com os prefeitos de Ribeirão do Pinhal e Abatiá, e conta também com a ajuda financeira de entidades e empresários das cidades, para arrecadar fundos e mão de obra para a construção das duas celas, cujo valor deve ficar em torno de apenas R$ 10 mil, em materiais de construção, já que o material férreo poderá ser doado pela empresa Protork, de Siqueira Campos.
A prefeitura de Jundiaí do Sul prometeu ajudar com parte da mão de obra.

