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The Dog: o cão bobão

The Dog: o cão bobão

Recentemente, em um programa da TV Cultura sobre personagens desajustados na televisão e no cinema, atores falaram dos valores de personagens como o garoto que sempre apanha dos colegas de escola e que gosta da menina mais gata do ginásio. Ela, contudo, namora o fortão do time de futebol e mal olha para o fracote.

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Em uma versão adulta, esse garoto pode tornar-se o sujeito que fala sozinho no restaurante, o marido que encolhe as crianças, o homem que está sempre mal-humorado ou o gênio da ciência.

Daí, lembrei-me de quando, nos idos de 1980, eu fiz intercâmbio cultural na Nova Zelândia. Então, eu adorava uma espécie de gibi que se chamava Footrot Flats. A história se passava em uma fazendola e os personagens, que eram os habitantes da propriedade rural, equivaliam aos nossos caipiras e seus animais. Um dos personagens era um cachorro vira-lata e trapalhão que se chamava, simplesmente, Dog, ou Cão. Ele competia com um cachorrão parrudo, o Major, pelo amor de uma linda cadela, a Jess.

Cão, o vira-lata que só pagava mico diante da amada, costumava ser subjugado por sua dona, uma menina que, para sua suprema humilhação, o fazia de boneca. Nessas ocasiões, ela o agarrava, o deitava em um carrinho de bebê entre um urso de pelúcia e uma boneca de pano; vestia-o com uma toquinha infantil e enfiava uma mamadeira na boca do pobre animal. Depois ela ia brincar perto do local em que Jess morava, enquanto Major desfilava seu porte atlético por ali.

Jess, que mesmo assim, preferia o covarde e parvo Cão ao corajoso e espertalhão Major, dizia que ser um herói em tempo integral parecia tirar um pouco do atrativo do canzarrão. Segundo ela, não é meia tonelada de músculos comprimidos em um corpo cheio de cicatrizes e glória que fascina uma garota, mas sim o cara engraçado com um nariz como uma banana peluda, com o andar esquisito, mas que traz a lua para a namorada e a faz rir.

Isso vai ao encontro da tese que os atores do programa da Cultura defendiam. Para eles anti-heróis, personagens desajustados ou com idiossincrasias são simpáticos ao público porque mostram que as pessoas são imperfeitas. Assim, a identificação com eles é fácil.

Precisamos perceber nossas fraquezas e força em vez de nos ver apenas de forma negativa. Ao exemplo dos cães, ao fazer isso passamos a ser nossos melhores amigos, e não mais nossos piores algozes.

Por

R. C. Migliorini

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