A Diretoria da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) deliberou ontem (24), durante Reunião Pública, o reajuste tarifário da Copel Distribuição S/A. Para os consumidores residenciais (Classe B1), o reajuste será de 33,5%. Os novos valores começaram a ser aplicados desde ontem para 4,2 milhões de unidades consumidoras localizadas em 393 municípios do Paraná.
A principal causa do reajuste foi o aumento dos custos que a distribuidora teve com compra de energia, em função do término do período de suprimento de alguns de CCEARs (Contrato de Comercialização de Energia Elétrica no Ambiente Regulado) de energia existente (mais barata); da energia contratada nos leilões para suplementação, por meio de contratos de energia por disponibilidade e por quantidade (energia mais cara); e da variação da tarifa de Itaipu.
O efeito médio da alta tensão refere-se às classes A1 (>= 230 kV), A2 (de 69 a 230 kV), A3 (69 kV) e A4 (de 2,3 a 25 kV). Para a baixa tensão, a média engloba as classes B1 (Residencial e subclasse residencial baixa renda); B2 (Rural (subclasses, como agropecuária, cooperativa de eletrificação rural, indústria rural, serviço público de irrigação rural); B3 (Industrial, comercial, serviços e outras atividades, poder público, serviço público e consumo próprio); e B4 (Iluminação pública). Ao calcular o reajuste, a Agência considera a variação de custos que a empresa teve no ano. O cálculo inclui custos típicos da atividade de distribuição, sobre os quais incidem o IGP-M e o Fator X, e outros custos que não acompanham necessariamente o índice inflacionário, como energia comprada, encargos de transmissão e encargos setoriais.


