Pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira (3) mostra Dilma Rousseff (PT) com 38%, Aécio Neves (PSDB), com 20% e Eduardo Campos (PSB) com 9%. No mês passado, a soma de todos os concorrentes de Dilma alcançava 32%, ante 34% da presidente. Agora, Dilma empata com os opositores, com 38% contra 38%. Brancos e nulos somam 13%, ante 19% em junho. Os indecisos ainda são 11%, ante 13% no mês anterior.
Nesse cenário, que inclui as candidaturas de partidos nanicos, o pastor Everaldo (PSC) aparece com 4% (ante 4% em junho). José Maria (PSTU) tem 2%, e Eduardo Jorge (PV), 1%. No levantamento de junho, cada um tinha 1% das intenções de voto. Mauro Iasi (PCB) e Luciana Genro (PSOL) também somam 1% das intenções. Levy Fidelix (PRTB) e Eymael (PSDC) não pontuaram.
A taxa de rejeição da presidente Dilma Rousseff é de 32%, abaixo dos 35% do levantamento anterior. Aécio Neves e Eduardo Campos têm, respectivamente, 16% e 12% de rejeição. Em junho, a porcentagem de entrevistados que disseram que não votariam de jeito nenhum em um dos dois candidatos era de 29% para ambos.
O levantamento do Datafolha foi feito entre os dias 1 e 2 de julho, com 2.857 eleitores em 177 municípios do País. A pesquisa foi registrada no TSE sob o protocolo BR-00194/2014 e tem margem de erro máxima de 2 pontos porcentuais e nível de confiança de 95%.
Porém, apesar da recuperação de Dilma Rousseff (PT) no Datafolha, Aécio Neves (PSDB) aparece à frente pela primeira vez na simulação de segundo turno entre eleitores que vivem em cidades grandes e médias. Trata-se dos municípios com mais de 500 mil habitantes, que o tucano vence por 45% a 40%. Em cidades com população de 200 mil a 500 mil, lidera com 45% a 34%.
Esta última pesquisa, no entanto, foi uma espécie de termômetro de Dilma, para avaliar sua situação pós rejeição da Copa do Mundo, já que tudo indica que o evento está sendo um sucesso no país, aprovado até mesmo pela esquerda que insistia em rejeitar o mundial no Brasil.
Tudo isso comprova a velha artimanha utilizada na Globo para (apagar) a memória atual dos telespectadores, que ao assistir a guerra do mensalão, em Brasília, naturalmente esquecem do assunto ao assistir em seguida o noticiário de Futebol. A Copa do Mundo funcionou mais ou menos assim: Escândalo da Petrobras, declínio do PT com André Vargas e seu parceiro, o doleiro Yussef e outros grandes episódios que apodrecem a imagem da política nacional simplesmente esquecidas com os grandes lances dos últimos jogos das oitavas de final.
O que se comprova com isso é que o brasileiro, de fato, é movido a futebol.

