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Beto Richa pretende construir corredor rodoviário no Norte Pioneiro em parceria público-privada

Beto Richa pretende construir corredor rodoviário no Norte Pioneiro em parceria público-privada

[caption id="attachment_2194" align="aligncenter" width="600"]norte pioneiro beto richa Beto Richa pretende construir corredor rodoviário no Norte Pioneiro em parceria público-privada[/caption]

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Dando continuidade à série O Futuro do Estado, na qual a Folha Extra traz entrevistas exclusivas com os oito candidatos ao governo do Paraná com perguntas voltadas ao Norte Pioneiro, o entrevistado desta edição é o atual governador e candidato à reeleição, Beto Richa, do PSDB.

Conforme determinado pela equipe de jornalismo e diretoria da Folha Extra, a ordem para a divulgação das entrevistas é por ordem alfabética. Portanto, os próximos são Geonísio Marinho (PRTB), Gleisi Hoffmann (PT), Ogier Buchi (PRP), Roberto Requião (PMDB), Rodrigo Tomazini (PSTU), e Túlio Bandeira (PTC). Já divulgada entrevista com o candidato do PSOL, Bernardo Pilotto. 

Beto Richa tem 49 anos e extensa carreira política. Foi eleito deputado estadual pelo Paraná em 1994 e 1998, vice-prefeito de Curitiba em 2000, e prefeito da capital entre 2004 e 2010, quando venceu as eleições para o governo do Estado.  O tucano tenta agora a reeleição tendo como vice a deputada federal Cida Borghetti, do recém criado PROS.

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Folha Extra - A UENP é uma das universidades estaduais que menos recebe recursos. Há ainda carência de cursos de graduação e pós. Qual será sua postura, caso seja eleito, para fortalecer essa importante entidade para o Norte Pioneiro?

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Beto Richa - É fundamental o bom funcionamento das universidades estaduais para o progresso científico, tecnológico e econômico, bem como social, de nossa população. Em relação aos recursos não entendo desta forma. A UENP os recebe de acordo com o número de universitários e professores, proporcionalmente igual às outras universidades estaduais.

Entendo que se houver carências de cursos, eles serão implantados de acordo com a demanda, especialmente para fomentar o desenvolvimento socioeconômico regional. A UENP tem cumprido o seu papel, tanto que um dos poucos cursos que autorizamos nesses últimos tempos foi o de Odontologia na UENP. Continuaremos a estimular a produção do conhecimento científico nesta universidade, assim como nas outras, e a sua utilização para a melhoria da qualidade de vida das pessoas da região.

          

FE - A grande maioria dos hospitais do Norte Pioneiro apresenta estrutura precária e a falta de médicos e UTIs é uma realidade na região. Assim, existe uma dependência muito grande do Hospital Regional em Santo Antônio da Platina, que também encontra problemas pontuais. Como você vê essa questão e de que maneira pretende melhorar a saúde na região?

 

BR - O Norte Pioneiro tem recebido apoio significativo do Estado para melhorar o atendimento de saúde. A Santa Casa de Jacarezinho está credenciada ao Hospsus e recebe recursos mensais para custeio de R$ 50 mil por mês para ser retaguarda na região do Paraná Urgência. O Hospital Regional de Santo Antônio da Platina está ampliando sua atuação. Hoje, existem oito leitos de UTI neonatal no hospital e o Estado licitará a construção de uma nova ala para 10 leitos de UTI adulto, que entrará em funcionamento em 2015.

Com o apoio aos hospitais públicos e filantrópicos que atendem pelo Sistema Público de Saúde, temos invertido a situação de encaminhar pacientes graves para os grandes centros. Mas isso ainda é inevitável quando o paciente necessita de tratamento de saúde de alta complexidade.

Outra ação importante para a região é a liberação pelo Estado de R$ 5 milhões para a construção de um Centro de Especialidades do Paraná em Jacarezinho, que deverá ser administrado pelo Cisnorpi. O projeto reunirá consultas e exames especializados, atendimento multiprofissional e cirurgias eletivas ambulatoriais.

 

FE - Apesar de ter havido aumento no efetivo policial e também no número de viaturas ainda há defasagem de ambos no Norte Pioneiro. Outro grande problema são as delegacias superlotadas pela falta de um Centro de Detenção. Quais são suas propostas para a melhoria da segurança no Norte Pioneiro?

 

BR - O Estado passou um longo tempo sem qualquer contratação para o efetivo policial ou mesmo recomposição de sua frota de veículos para o setor de Segurança. Ao assumirmos, começamos a corrigir essas distorções.

Tratamos da recomposição da frota, com aquisição de mais de 1,4 mil viaturas. No início de nossa gestão, a PM e o Corpo de Bombeiros compunham um total de aproximadamente 17 mil homens. Hoje, esse número está em torno de 21,2 mil. Até o final deste ano, teremos contratado um total de 10 mil policiais.

Para manter a regularidade nas contratações, a PM realizou, em 2013, um novo concurso no qual foram aprovados 5.264 profissionais. Além de aumentar o efetivo, melhoramos a remuneração paga aos profissionais da área. Também implantamos o subsídio salarial, que colocou o Paraná como o Estado brasileiro como um dos que melhor paga seus policiais. Hoje, um soldado 1ª classe recebe R$ 3.435,36 no Paraná.

Infelizmente, pela ausência de contratações nas gestões anteriores, a demanda de policiais é ainda sentida. Mas, trabalharemos no sentido de atendê-la convenientemente em todo o Estado.

O problema da superlotação carcerária no Paraná é histórico e veio aumentando governo após governo. Apenas na atual gestão ele começou a ser enfrentando. Em janeiro de 2011, a superlotação carcerária no Paraná era de 11.660 presos; hoje são 4.883 presos a mais do que a capacidade. Ou seja, já reduzimos a superlotação em 58%. Vamos acabar com a superlotação carcerária no Paraná tão logo estejam prontas as 20 novas obras iniciadas em todo o Estado, abrindo 6.670 novas vagas no sistema penitenciário paranaense.

 

FE - Embora o Norte Pioneiro tenha o terceiro pedágio mais caro do Estado (entre Jacarezinho e Ourinhos-SP), a região sofre sem ter rodovias duplicadas e um número aceitável de trevos seguros. Além disso, o NP conta com pelo menos cinco grandes trechos de rodovias estaduais sem pavimentação. O que seu plano de governo prevê para esta questão?

 

BR - Apesar do diálogo com as concessionárias ficar “amarrado” por causa dos aditivos feitos por governadores anteriores, que tiraram obras e concordaram em deixar as melhorias para os últimos três anos de contrato, em 2021, dialogamos em todas as instâncias para melhorar as condições de nossas rodovias e trabalhamos com outras alternativas para o Norte Pioneiro.

O DER abriu o chamamento público, no qual o setor privado fará estudo para construção de grande corredor rodoviário nesta região. Há duas alternativas. Um sai de Santo Antônio da Platina indo pela PR-092 até Jaguariaíva. A outra opção é criar um corredor na PR-090, saindo da região de Assaí, seguindo para Curitiba pela Estrada do Cerne. Feito este estudo, poderemos lançar concorrência para a criação de uma parceria público-privada na qual os investimentos virão primeiro e a cobrança de tarifa, razoável e sem abusos, virá após as obras entregues.

Fora estes grandes corredores, há estudos de pavimentação de algumas rodovias na região. Os levantamentos mais avançados estão no trecho entre Ribeirão do Pinhal e Japira, na PR-436.

 

FE - A maior parte dos municípios da região apresenta baixos índices no quesito coleta e tratamento de esgoto. Como sanar ou ao menos amenizar esse problema?

 

BR - Os municípios da região têm avançado quanto ao índice de coleta e tratamento de esgoto. Só neste ano estão previstos investimentos de mais de R$ 141 milhões em boa parte de municípios do Norte Pioneiro, de um total de 815 milhões previstos para o Estado.

No Norte Pioneiro, especificamente, o índice geral de cobertura de esgoto é de 57%, um pouco superior ao índice nacional. E com as obras e parcerias com as prefeituras municipais em andamento este número deve chegar a 65%. Mas há municípios, como Cambará, que conta com um índice de coleta de esgoto de quase 96%, Jacarezinho tem 93% de cobertura, e Joaquim Távora, 89%. São índices de Primeiro Mundo.

Para os pequenos municípios, como Jundiaí do Sul, que tem em torno de 3,4 mil habitantes, ou Barra do Jacaré, com 2,7 mil habitantes, criamos em 2011 a Gerência de Pequenas Comunidades, que não haviam recebido qualquer tipo de investimento na gestão anterior.

 

FE – O agronegócio é muito importante para todo o Estado por ser um dos principais setores da nossa economia. No Norte Pioneiro essa situação é acentuada pela grande quantidade de agricultores, principalmente na agricultura familiar. Existe algo em seu plano de governo que vise o fortalecimento desse setor na região?

 

BR - É intenso o desenvolvimento de projetos e programas da SEAB junto a institutos agrários, em termos de fortalecimento das cadeias produtivas e da agroindustrialização, destacando-se a participação da agricultura familiar, no Norte Pioneiro. Neste caso, em especial, há uma grande preocupação em desenvolver projetos que possibilitem agregação de valor à produção, propiciando a inclusão dos agricultores familiares.

Neste sentido, as ações para ampliação de recursos para esses produtores rurais estão sendo executadas em parceria com a Emater, o BB, o BRDE, a Fomento Paraná e as representações dos produtores. Há grande preocupação e uma série de ações em desenvolvimento ou a serem desenvolvidas quanto ao aproveitamento do potencial que a região dispõe, levando-se em conta sua posição geográfica estratégica, bem como suas características de concentração de agricultores familiares. O fortalecimento do setor na região é fundamental quando se pensa em desenvolvimento socioeconômico de nosso Estado.

 

FE – O Norte Pioneiro é uma região economicamente importante para o Estado e apesar do avanço social e econômico dos últimos anos, ainda se sente carência de atenção tanto do governo Estadual quanto do Federal. Caso seja eleito, quais são seus principais planos políticos para a região? Existe algum projeto específico para o Norte Pioneiro que venha a trazer igualdade econômica com outras regiões do Estado?

 

BR - De nossa parte, garanto que não há falta de atenção. Atraímos cerca de R$ 450 milhões em novos investimentos para o Norte Pioneiro, como parte do maior ciclo industrial da história do Paraná. Estamos colhendo frutos da estratégia de desenvolvimento econômico que implantamos, baseada no diálogo com o setor produtivo, na segurança jurídica aos investidores e no apoio por meio do programa Paraná Competitivo.

Além disso, apoiamos o empreendedorismo e criamos novos cursos profissionalizantes na região. Essas ações são fundamentais para alavancar a geração de emprego e renda. Penso o Paraná como um todo, mas em todas as suas regiões e em todos os seus 399 municípios.

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