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Rodrigo Tomazini, candidato do PSTU ao governo do Paraná, defende reforma agrária no Estado

Rodrigo Tomazini, candidato do PSTU ao governo do Paraná, defende reforma agrária no Estado

[caption id="attachment_2344" align="aligncenter" width="600"]norte-pioneiro-Rodrigo-Tomazini,-candidato-do-PSTU-ao-governo-do-Paraná,-defende-reforma-agrária-no-Estado O entrevistado desta edição da série O Futuro do Estado é Rodrigo Tomazini, candidato a chefe de Executivo paranaense pelo PSTU. Com perguntas concernentes ao Norte Pioneiro, a série traz entrevistas exclusivas com os oito postulantes a vaga de governador do Paraná.[/caption]

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O entrevistado desta edição da série O Futuro do Estado é Rodrigo Tomazini, candidato a chefe de Executivo paranaense pelo PSTU. Com perguntas concernentes ao Norte Pioneiro, a série traz entrevistas exclusivas com os oito postulantes a vaga de governador do Paraná.

Já foram publicadas as entrevistas com Bernardo Pilotto (PSOL), Beto Richa (PSDB), Geonísio Marinho (PRTB), Gleisi Hoffmann (PT) e Roberto Requião (PMDB). Na sequência, o leitor da FOLHA EXTRA poderá acompanhar as entrevistas com Tulio Bandeira (PTC) e Ogier Buchi (PRP).

Rodrigo Tomazini é funcionário da educação estadual e foi candidato a deputado estadual pelo PSTU em 2010. Iniciou sua militância no movimento estudantil, ocasião em que participou ativamente das mobilizações contra a privatização do Banestado, Copel e da educação superior.

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FOLHA EXTRA - A UENP é uma das universidades estaduais que menos recebe recursos. Há ainda carência de cursos de graduação e pós. Qual será sua postura, caso seja eleito, para fortalecer essa importante entidade para o Norte Pioneiro?

 

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RODRIGO TOMAZINI - O Governo atual não priorizou as universidades públicas, basta observar o último corte de verbas absurdo que as universidades estaduais sofreram. Vamos governar para os trabalhadores. Nossa proposta inclui romper os contratos fraudulentos com as grandes empresas que sugam os recursos do estado e as dívidas públicas, que, aliás, já foram pagas diversas vezes e funcionam como uma espécie de agiotagem, que serve apenas para enriquecer bancos privados com o dinheiro público. Um exemplo disso, foi à privatização do Banestado, hoje nas mãos do Itaú, foi vendido (entregue) a preço de banana e o estado já pagou essa dívida praticamente três vezes e ela não para de crescer. Reestatizando o Banestado teremos um banco gerando riqueza para os cofres públicos, isso combinado à ruptura dos contratos fraudulentos e suspensão do pagamento das dívidas públicas, proporcionará recursos para investir na educação pública estadual básica e de nível superior, além de investir em outras áreas sociais. À UENP destinaremos mais verbas para que a instituição possa contribuir com o desenvolvimento regional, investindo para melhorar o ensino, a pesquisa, extensão e também para poder oferecer cursos de pós-graduação.

 

FE - A grande maioria dos hospitais do Norte Pioneiro apresenta estrutura precária e a falta de médicos e UTIs é uma realidade na região. Assim, existe uma dependência muito grande do Hospital Regional em Santo Antônio da Platina, que também encontra problemas pontuais. Como você vê essa questão e de que maneira pretende melhorar a saúde na região?

 

RT - Muitas cidades do interior do estado dependem da capital ou das cidades maiores quando o assunto é saúde pública, enquanto o correto seria ter bons centros de atendimento para atender as regiões. O que está ocorrendo é que o governo não investe o necessário, ao mesmo tempo, o dinheiro público do SUS é destinado para os setores empresariais privados que lucram com a saúde. A saúde do povo não pode ser tratada como mercadoria. Por isso, defendemos Saúde pública, gratuita, de qualidade, com atendimento pelo SUS e 100% estatal. Os empresários que enriquecem com a saúde investem nas campanhas para depois poder enriquecer com recursos públicos, isso está errado, o governo deve olhar para os trabalhadores e não para o lucro dos empresários, só assim poderemos investir dinheiro em mais hospitais, unidades de saúde, contratação de profissionais, investimento em tecnologia e melhoras nas condições de trabalho e salário para aqueles que trabalham na saúde pública. Por isso, defendemos a regulamentação em lei da jornada de 30 horas na saúde pública e privada.

 

FE - Apesar de ter havido aumento no efetivo policial e também no número de viaturas ainda há defasagem de ambos no Norte Pioneiro. Outro grande problema são as delegacias superlotadas pela falta de um Centro de Detenção. Quais são suas propostas para a melhoria da segurança no Norte Pioneiro?

 

RT - O sistema prisional não é o remédio para o problema, não resolve o problema da redução da criminalidade porque não há o tratamento do problema em sua raiz. A condição dos presos nos presídios e nas delegacias é de degradação humana, todos sofrem com a superlotação do sistema prisional, presos, policiais e agentes penitenciários.

O problema da criminalidade só pode ser resolvido com investimento na melhoria das condições sociais da juventude pobre, em particular a juventude negra, os trabalhadores que caem no desemprego completam o quadro social que leva à marginalização e dependência de drogas lícitas e ilícitas. A saída é mais emprego, melhores salários, moradia própria e acesso a serviços de saúde e educação públicas de qualidade.

Os investimentos nas Unidades do Paraná Seguro não resolveram. O princípio de que a violência policial resolverá o problema está errado. A Polícia Militarizada não é o melhor caminho, os noticiários estão aí para mostrar as atrocidades cometidas por policiais educados e disciplinados pela concepção e prática herdadas da época da ditadura militar no país. Outro problema é a corrupção. Defendemos o fim da hierarquia militar, os comandantes devem ser eleitos pela sociedade e seus mandatos precisam ser revogáveis a qualquer momento. A polícia deve ser comunitária e controlada pelo povo, ligada aos problemas sociais, todos os membros desta polícia devem ter o direito à sindicalização para lutar por seus direitos.    

O sistema prisional não é o remédio para o problema, não resolve o problema da redução da criminalidade porque não há o tratamento do problema em sua raiz. A condição dos presos nos presídios e nas delegacias é de degradação humana

 

FE - Embora o Norte Pioneiro tenha o 3º pedágio mais caro do Estado (entre Jacarezinho e Ourinhos-SP), a região sofre sem ter rodovias duplicadas e um número aceitável de trevos seguros. Além disso, o NP conta com pelo menos cinco grandes trechos de rodovias estaduais sem pavimentação. O que seu plano de governo prevê para esta questão?

 

RT - Isso demonstra que os pedágios não são a solução para os problemas das rodovias. Defendemos o fim imediato dos pedágios, vamos romper com todos os contratos e sabemos que o povo nos apoiará nessa decisão. Como já explicamos na primeira pergunta, os recursos que hoje enriquecem um pequeno punhado de mega empresários nas diversas áreas, como é o caso do pedágio no estado, devem ser destinados para melhorar a vida dos trabalhadores. Só assim poderemos investir na duplicação das estradas e na infra-estrutura para atender os usuários. Por fim, defendemos a estatização das ferrovias, para diminuir o tráfego de caminhões nas estradas, com os impostos de um sistema ferroviário estatal teremos recursos para melhorar toda a infra-estrutura de transporte ferroviário e rodoviário, ao mesmo tempo, esse investimento geraria muitos empregos.

 

FE - A maior parte dos municípios da região apresenta baixos índices no quesito coleta e tratamento de esgoto. Como sanar ou ao menos amenizar esse problema?

 Defendemos o fim imediato dos pedágios, vamos romper com todos os contratos e sabemos que o povo nos apoiará nessa decisão

RT - A esta altura da entrevista o eleitor percebeu o eixo condutor do nosso programa de governo, que é um Paraná para os trabalhadores, isso é assim porque temos lado. A Sanepar e a Copel precisam ser 100% estatais, não podem servir para acionistas privados lucrarem com os seus serviços. O aumento das tarifas de água, esgoto e energia são um abuso contra os trabalhadores. Nesta lógica de governo será possível reduzir as tarifas e também realizar um forte investimento na rede de energia elétrica e esgoto.

Somos a favor de investir na agricultura familiar e nos pequenos agricultores, ao passo que somos completamente contra a concentração de latifúndios nas mãos de grileiros, multinacionais e poucas famílias muito ricas. Defendemos uma reforma agrária radical

FE - O agronegócio é muito importante para todo o Estado por ser um dos principais setores da nossa economia. No Norte pioneiro essa situação é acentuada pela grande quantidade de agricultores, principalmente na agricultura familiar. Existe algo em seu plano de governo que vise o fortalecimento desse setor na região?

 

RT - Aqui está um tema de importância e delicado. Somos a favor de investir na agricultura familiar e nos pequenos agricultores, ao passo que somos completamente contra a concentração de latifúndios nas mãos de grileiros, multinacionais e poucas famílias muito ricas. Defendemos uma reforma agrária radical, as multinacionais e o latifúndio devem ser expropriados para que o estado possa dividir a terra de maneira justa, assim os trabalhadores rurais sem terra poderão ter um pedaço de chão para cultivar alimentos. O plano inclui crédito a juros quase nulos para os agricultores, mais investimentos em tecnologia, assistência técnica e infra-estrutura para atender o campo. Não podemos produzir apenas soja que vira ração animal no exterior e commodities, os agricultores devem ser incentivados a produzir alimentos para o povo e ter vantagens por isso.

 

FE - O Norte Pioneiro é uma região economicamente importante para o Estado e apesar do avanço social e econômico dos últimos anos, ainda se sente carência de atenção tanto do governo Estadual quanto do Federal. Caso seja eleito, quais são seus principais planos políticos para a região? Existe algum projeto específico para o Norte Pioneiro que venha a trazer igualdade econômica com outras regiões do Estado?

RT - Faremos um governo para os trabalhadores, os grandes empresários e grupos econômicos que financiam as campanhas eleitorais a cada ano, e por esse motivo, mandam nos governos que são eleitos, não terão vez conosco. Essa é a única forma de romper com toda a política podre que domina o estado brasileiro e paranaense, esses grupos empresariais vivem do dinheiro público e isso está errado. Somente assim poderemos tratar todas as regiões de maneira igual. Queremos que todas as regiões do Paraná se desenvolvam do ponto de vista econômico, social e humano, para isso elas precisam ter mais empregos, mais moradias populares, mais creches, mais saúde e educação. Por isso, defendemos um plano de obras públicas em todo estado, incluindo o norte pioneiro. Tudo o que dissemos até aqui será parte deste grande plano estadual de obras públicas, que logo de cara gerará muitos empregos.

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