A chuva e ventania intensas que passaram por Pinhalão na noite desta terça-feira (13) deixaram um rastro de destruição pela cidade, principalmente na Vila Guarani, parte mais alta da cidade onde o forte vento deixou cerca de 20 casas destelhadas e uma parcialmente destruída. Nesta, uma antena de celular caiu na sala onde estava um casal, a mulher inclusive, grávida de oito meses. Por muito pouco eles não se feriram com gravidade.
De acordo com relatos de moradores, o temporal começou por volta das 21 horas e durou pouco mais de uma hora. Apesar de a chuva ter durado pouco tempo, muitos estragos puderam ser vistos no dia seguinte. Além das casas afetadas, muitas árvores caíram na Vila Guarani, e danos também foram constatados na Cafeeira Benetti, que também fica no bairro.
A situação mais estressante e perigosa, no entanto, de fato foi a do casal Juarez Gonçalves dos Santos, que é pensionista, e Débora Sara dos Santos, costureira. Segundo relatos de Juarez, ele e sua mulher estavam sentados no sofá da sala, já com todos os aparelhos eletrodomésticos desligados das tomadas por conta dos intensos raios que caiam por perto quando veio o susto.
“De repente vimos o teto caindo em cima de nós, a gente nem sabia o que estava acontecendo”, disse o pensionista.
Só instantes depois perceberam que uma torre de celular havia caído em cima de sua casa e destruído parcialmente sua sala. O impressionante, é que a torre parou a poucos metros da cabeça dos dois. O teto de forro da sala, por outro lado, despencou em cima do casal que, felizmente, não sofreu qualquer tipo de dano físico. Outro detalhe a ser levado em conta é que Débora está grávida de oito meses. “O susto foi muito grande”, define Juarez.
O casal que vivia na casa alugada, agora irá morar com a mãe de Juarez até que a antiga residência seja consertada. A empresa proprietária da torre que caiu, a LCA Informática, mandou representantes para retirá-la de cima da residência e o dono da empresa, Cristiano Almeida, garante que a LCA se responsabilizará pela arrumação dos danos causados à casa.
Quem também teve uma noite complicada foi o estudante Douglas Apolinário e sua família. Durante o temporal, quase 50% do telhado da casa foi perdido e, por sorte, apenas goteiras se formaram durante a madrugada. No início da manhã do dia seguinte, Douglas e seu pai tiveram que pôr uma lona no lugar to telhado para evitar que novas chuvas alaguem a residência até que o Nov telhado seja colocado. “Foi bem complicado. Ouvimos as telhas voando e deu medo. Mas felizmente ninguém se machucou e não tivemos muitos danos materiais”, disse o estudante.
A dona de casa Hilda Gonçalves da Silva também se preocupou durante a chuvarada. Parte do telhado da casa do seu pai, que mora em uma casa ao lado dela, também perdeu a batalha contra o vento. Por sorte, o idoso não estava na residência no momento do destelhamento. “Todos ficamos muito assustados dentro de casa. A chuva estava muito forte e o vento também. Achei que a árvore que fica no meu quintal ia cair, pois ela parecia estar se despedaçando aos poucos”, conta a dona de casa.
A costureira, Franciele Siqueira da Costa não passou por destelhamento, nem sofreu qualquer dano material para a chuva, mas perdeu a árvore da frente de sua casa, que com a força do vento, se torceu e quebrou ao meio. “Eu não acreditei quando vi a árvore no chão. Devia estar ventando a uns 80 KM/H. Minha filha brincava em baixo daquela árvore e ela ainda fornecia bastante sombra para nós”, lamenta.
Guilherme Capello


