O carnaval de rua mais tradicional do Norte Pioneiro está cancelado em 2016. A edição deste ano do evento em Tomazina já estava com a programação praticamente pronta, porém o prefeito local, Guilherme Cury Saliba Costa (PSD), entendeu que tanto em virtude das chuvas que causaram grande destruição quanto como consequencia da recessão financeira que o país vive este não seria o momento certo para o poder público promover um evento festivo – que no caso é custeado integralmente pela prefeitura tomazinense.
“Tendo em vista a grave crise financeira que está atingindo o País de uma maneira geral, ocasionando sucessivas quedas nos repasses de recursos para as prefeituras e agravado pelas fortes chuvas que ocorreram nos últimos dias, causando muitos estragos em todo o nosso município, mesmo sabendo da importância e da tradicionalidade decidi cancelar o evento carnaval 2016 em Tomazina para que os recursos que seriam destinados a essa festa possam ser investidos na recuperação do município, priorizando desta forma, o atendimento aos que mais necessitam, critério sempre utilizado ao longo da minha gestão”, disse o prefeito.
Vale lembrar que o município de Tomazina, em extensão territorial, é um dos maiores de toda a região. Logo, o prejuízo com as chuvas, mesmo sem maiores danos na zona urbana, é grande.
Diversas estradas rurais e pontes foram destruídas ou seriamente danificadas nos últimos dias. Em 2015 o município já havia enfrentado problemas com a manutenção de suas vias da zona rural também por conseqüência de fortes chuvas, chegando a inclusive pedir ajuda ao governo do Estado para poder reparar os danos.
Em anos anteriores Tomazina também já foi devastada pelas enchentes do rio Cinzas, e teve parte da cidade totalmente tomada pelas águas.
FPM
Já a novela envolvendo o FPM (Fundo de Participação dos Municípios) é antiga. A verba, principal fonte de renda das prefeituras de cidades pequenas, tem sofrido constantes cortes por parte do governo federal, que é quem distribui os recursos.
Constantemente prefeitos marcham à Brasília pedindo pelo aumento nos repasses, porém os clamores não têm sido atendidos conforme o desejo dos gestores municipais.
Em alguns casos o FPM chega a representar até 80% da receita mensal de determinadas prefeituras, deixando assim os poderes executivos muitas vezes reféns desta verba.
Quando presidente da Amunorpi (Associação dos Municípios do Norte Pioneiro), Guilherme fez uma série de reclamações públicas e até “formais” sobre o assunto, além de criticar categoricamente a realização da Copa do Mundo, que ainda hoje influencia diretamente na queda dos repasses federais aos municípios.
PATROCÍNIO?
Também nesta terça o portal npdiario publicou uma matéria afirmando que alguns empresários da cidade já estariam se mobilizando para arcar com algumas das despesas e viabilizar o carnaval, que aconteceria com uma festa em menores proporções que o habitual, porém não deixaria uma lacuna na data.
DA REDAÇÃO


