Acreditem, o apoio do governador Beto Richa em Curitiba passou a ser valorizadissimo. Em Curitiba, as candidaturas com chances reais de sucesso sonham com esse apoio. Desde segunda, Beto Richa conversou Rafael Greca, Ney Leprevost, Maria Vitória e com o mais desesperado de todos, o prefeito Gustavo Fruet, que despencou nas pesquisas e perdeu os aliados.
Fruet chegou a divulgar que o apoio de Richa para sua candidatura era fato consumado. Qual o que. No Palácio Iguaçu todos dizem que essa passou a ser a última opção e só alegraria o chefe da Casa Civil, Valdir Rossoni, que faz seu próprio jogo. Rossoni chegou a pensar em ser ele mesmo o candidato tucano a prefeito de Curitiba, embora sua base eleitoral seja Bituruna.
Segundo os assessores mais próximos de Richa, o apoio do governador está selado. Ele deve ficar com a candidatura de Greca, o melhor nas pesquisas e que oferece uma parceria real, sem outras implicações. Greca não tem grupo ou cacique como Gustavo Fruet, que deve vassalagem a Osmar Dias, que lá na frente pode ser adversário de Richa.
Nega, nega, nega
Alvo da Operação Custo Brasil, Paulo Bernardo (ex-ministro do Planejamento do governo Lula e ex-ministro das Comunicações no governo Dilma) insiste em dizer que não recebeu propinas de R$7,1 milhões do esquema Consist. Em esquema comandado por ele, a empresa Consist teria desviado R$ 100 milhões de empréstimos consignados entre 2010 e 2015 por meio da cobrança de taxas altas.
Acusa Gonçalves
Questionado sobre anotações encontradas no escritório do advogado Guilherme Gonçalves, de Curitiba, que indicam supostos repasses de valores em seu favor, Paulo Bernardo negou ter sido beneficiário. Ele sugeriu que Gonçalves pode ter ficado com o dinheiro.
Grandes cidades
O PP de Ricardo Barros deve eleger prefeitos em grandes cidades do Paraná. Maringá, Londrina, Cascavel, entre elas. Ratinho Junior deve eleger grande número de prefeitos em municípios menores. PMDB e PSDB vão encolher.
Diferença
As votações de interesse do governo federal revelam a diferença que deve confirmar o impeachment de Dilma: o apoio ao governo Michel Temer supera, em muito, o da petista. Em 42 votações na Câmara, até agora, 440 deputados votaram com o governo Temer em 50% das vezes ou mais; e apenas 77 parlamentares em menos de 50%. Com Dilma, em 246 votações, 391 deputados votaram com o governo metade das vezes ou mais, e 168 em menos de 50% das votações.
Temer e Dilma
Os números representam um apoio, na Câmara dos Deputados, de 85% a Michel Temer, contra 66% a Dilma Rousseff, a afastada. No caso de Dilma, 13 deputados votaram 100% com o governo. Desse total, oito deles nem mesmo participaram de cinco votações.
Margem folgada
No caso de Temer, 271 deputados votaram 100% com o governo. A diferença é que a maioria participou de mais da metade das votações. O PT foi o partido mais fiel a Dilma: 94%. Quanto a Temer, cinco partidos (PRTB, PRB, PSL, PPS, PSC) superam 98% de fidelidade.
CPMF rejeitada
Pesquisa da Confederação Nacional da Indústria com o Ibope mostra que o retorno da CPMF é rejeitado por 77,8% da população, em média. Quanto maior a ignorância em relação à CPMF, maior o apoio à iniciativa do governo federal de ressuscita-la: 76% dos nordestinos não sabem o que é CPMF, o tributo extinto. Nas demais regiões, entre 59% e 67% nem sabem o que é CPMF. Consequentemente, no Nordeste, o apoio ao retorno do tributo é quase o dobro do restante do país.
Ignorância não é dádiva
Trinta por cento da população do Nordeste apoia a volta da CPMF, enquanto no resto do país o apoio varia entre 14% e 24%. O governo inventou uma justificativa pela nova cobrança: a CPMF arrecadaria verbas para a Previdência Social e para a saúde pública.
Bloqueio indevido
O bloqueio do aplicativo WhatsApp provocou reação na Câmara. Deputados querem votar em agosto regime de urgência de um projeto que proíbe a suspensão dos serviços de comunicação pela internet.
Atentado à democracia
“A medida atenta contra o direito do consumidor e em nada contribui para a imagem do Brasil lá fora”, afirma o senador Cássio Cunha Lima (PB), líder do PSDB, sobre o bloqueio do aplicativo WhatsApp.
Cavalo paraguaio
Adversários ironizam a incerteza jurídica que coloca em xeque a candidatura de Celso Russomano (PRB) a prefeito de São Paulo. Ele é chamado de cavalo paraguaio.


