Esta é a hora do espanto para os candidatos à prefeito que, segundo as pesquisas, estão na lona. Tentam uma última cartada. Arriscam o nocaute, sonham com um ippon para derrubar, de um só golpe, o adversário que não souberam combater durante meses. Pior. Não souberam vender seu peixe durante anos.
É o caso dos candidatos à reeleição. Gustavo Fruet, prefeito de Curitiba, é emblemático. Quatro anos de besteirol e de absurda incapacidade para gerir os programas básicos da vida urbana --saúde, educação, segurança, transporte -- e se vê diante da derrota incontornável. Numa eleição com sete candidatos Fruet não consegue passar para o segundo turno. É acachapante.
Dar pernadas, sapatear, aplicar golpes abaixo da linha da cintura, nada disso resolve. Só mostra o desespero dos incompetentes. Nós, da platéia, devemos preparar o estômago. A guerra de babuínos começou.
Queda livre
Ibope sinaliza segundo turno entre os candidatos Marcelo Belinati (PP) e Valter Orsi (PSDB) na disputa da prefeitura de Londrina. Belinati apresenta queda em praticamente todos os segmentos. Destaca-se o grupo de faixa etária entre 35 a 44 anos (-13 pontos), os que possuem renda familiar mensal acima de 2 e até 5 salários mínimos (-12 pontos) e aqueles com idade entre 45 e 54 anos (-10 pontos).
Derreteu
O índice de intenções de voto de Requião Filho (PMDB) “derreteu” em menos de um mês. Ele iniciou a disputa empatado com Gustavo Fruet (PDT), em segundo lugar, com 16% das intenções de voto. Em menos de um mês aparece em terceiro lugar, com apenas 8%. Se de um lado Requião Filho caiu nas pesquisas, de outro o seu índice de rejeição aumentou de 21% para 38% em menos de um mês.
Barra pesada
A Polícia Civil prendeu, no início da tarde desta quarta-feira, 21, dois guardas municiais de Curitiba que estavam fazendo ronda na frente da chácara do candidato Rafael Greca, da Coligação Curitiba, Inovação e Amor. Os dois guardas tiveram armas e veículo apreendidos. Neste momento, estão detidos na Delegacia de Piraquara, por terem cometidos crimes de usurpação de função pública e porte irregular de arma.
Roubou, dançou
O juiz federal Sérgio Moro destacou na decisão que coloca Lula no banco dos réus que ‘não descaracteriza o ilícito’ a desproporção entre o valor da propina de R$ 3,7 milhões supostamente paga ao petista pela empreiteira OAS e as cifras bilionárias do esquema de corrupção na Petrobrás. As informações são de Ricardo Brandt, Julia Affonso, Mateus Coutinho e Fausto Macedo no Estadão.
Até 2029
As penas acumuladas pelo ex-prefeito de Foz do Iguaçu, Paulo Mac Donald (PDT), o mantém longe dos pleitos eleitorais até o ano de 2029. A informação consta da sentença do desembargador Adalberto Jorge Xisto Pereira, aprovada por unanimidade (6 votos a zero) nesta terça-feira (20), pelo Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR).
Surpreendente
O presidente Michel Temer disse que foi “supreendente” a declaração de seu articulador político, Geddel Vieira Lima, em favor da proposta que anistia a prática de caixa 2 em campanhas eleitorais. “Pessoalmente eu acho que não é bom, mas vou chegar lá, quero esclarecer isso”, declarou Temer em entrevista coletiva em Nova York.
Personalíssima
Segundo Temer, a posição de Geddel é “personalíssima” e não reflete a posição do governo. “Eu pessoalmente acho que isso é matéria do Congresso Nacional, mas eu pessoalmente não vejo razão para prosseguir ou prosperar nesta matéria”, ressaltou.
Segurança
O TSE autorizou nesta terça-feira, 20, o envio das forças federais a municípios de oito estados para garantir a segurança das eleições municipais. Serão enviados soldados para Rio de Janeiro, Mato Grosso, Alagoas, Rio Grande do Norte, Tocantins, Mato Grosso do Sul, Acre e Pará. Os pedidos foram feitos ao TSE pelos tribunais regionais de cada Estado.
Jogou a toalha
O empresário Camilo Rorato (PSDB), candidato a vice-prefeito na chapa de Paulo Mac Donald (PDT), jogou praticamente a toalha em relação a impugnação de Mac Donald confirmada pelo Tribunal Regional Eleitoral. “Realmente é uma questão bem complicada porque a dúvida está na cabeça do eleitor. O eleitor diz o seguinte: quer votar em quem vai ganhar. Tem muita gente que a gente conversa que diz que na dúvida, vai votar em outro candidato”, disse Rorato nesta terça-feira, 20, em entrevista a Rádio Cultura.


