O governador Beto Richa (PSDB) participou nesta quarta-feira (23), em Curitiba, da abertura do II Seminário Estadual do programa Família Paranaense, carro-chefe das políticas de combate à pobreza no Estado. Desde 2012, o Família Paranaense já atendeu mais de 235 mil famílias em situação de vulnerabilidade e risco social e está presente em todos os municípios do Paraná.
Richa destacou que o programa é um dos principais fatores que contribuíram para a redução da pobreza no Estado. “O Paraná é um dos estados brasileiros que mais reduziu o índice de pessoas em situação de vulnerabilidade nos últimos anos, graças a este programa, que combate a pobreza e a miséria, mas que tem porta de entrada e de saída”, afirmou o governador. “Ficamos muito felizes em ver esses avanços. Já superamos nossa meta de atender 200 mil famílias até 2018 e hoje são 235 mil famílias acompanhadas pelo programa”, ressaltou.
De acordo com o último levantamento do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), de 2009 a 2014 o Paraná liderou a redução da extrema pobreza nas regiões Sul e Sudeste do País. Nesse período, 214,6 mil pessoas deixaram a extrema pobreza - uma redução de 57,4%.
O governador lembrou que famílias que participam do programa precisam cumprir uma série de requisitos, como matricular seus filhos na escola, acompanhar a assiduidade e os registros de atendimentos nas unidades de saúde. “Os pais de família também devem participar de programas de qualificação profissional para buscar sua autonomia, ser inserido no mercado de trabalho e poder sustentar a família de forma digna”, apontou.
O Família Paranaense é um dos principais instrumentos de redução da miséria no Paraná ao reunir ações nas áreas da assistência social, agricultura, educação, saúde, segurança, saneamento e habitação. Atua diretamente no apoio a famílias em situação de vulnerabilidade e de risco social, de forma integrada e articulada, com políticas específicas de acompanhamento, incluindo capacitação profissional. “Nosso grande objetivo é emancipar as famílias e inseri-las no mercado de trabalho. Temos conseguido isso com bastante êxito e o programa se tornou referência”, salientou a secretária de Estado da Família e Desenvolvimento Social, Fernanda Richa.
PROCESSO CONTÍNUO
Com o tema Parcerias e Redes na Administração Pública, o seminário faz parte do processo contínuo de capacitação do programa e reúne cerca de 250 técnicos das 19 secretarias e órgãos de governo que atuam no Família Paranaense. Em sua primeira edição, realizada no ano passado, o evento abordou o tema Práticas Intersetoriais.
“A troca de informações e as discussões sobre as situações das famílias atendidas são muito importante para que os gestores e técnicos do programa avaliem o que pode ser melhorado”, explicou Fernanda Richa. “É um programa que muda constantemente, cada situação é única, portanto ela deve ser sempre manifestada para que possamos avaliá-la”, destacou.
COMO FUNCIONA
As famílias incluídas no Família Paranaense recebem acompanhamento personalizado por um período de dois anos. O plano de atendimento leva em consideração as necessidades de cada família e as especificidades da região onde vivem. Nesse período, elas são atendidas por uma rede integrada de proteção, principalmente nas áreas da assistência social, saúde, educação, habitação, agricultura e trabalho.
O programa possui um modelo específico de acompanhamento familiar. Cada família é acompanhada por um técnico, que identifica as suas potencialidades e os recursos existentes, para depois definir o plano que a ajudará a promover o seu desenvolvimento autônomo.
Para identificar e mensurar o grau de vulnerabilidade de uma família, foi criado o Índice de Vulnerabilidade das Famílias (IVFPR), desenvolvido em parceria entre a Secretaria da Família e Desenvolvimento Social e o Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes). O cálculo do IVFPR considera 19 componentes, levando em conta os dados gerados a partir do Cadastro Único dos Programas Sociais (CadÚnico). As famílias que apresentam os maiores índices de vulnerabilidade social são consideradas prioritárias pelo programa.
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