A água está no cotidiano de aproximadamente sete milhões de pessoas no planeta.
E em meio a tantas crises no mundo contemporâneo, a que não se pode cogitar é a de falta d’água.
Muitas vezes a diminuição da água passa despercebida no dia a dia, porém basta faltar por algumas horas que já se nota a dependência desse líquido insípido, incolor e inodoro chamado água.
No Dia Mundial da Água, além de conscientizar sobre a escassez do líquido, a Folha Extra mostrou a realidade das nascentes de água pura que são cada vez mais escassas.
De acordo com estimativas do Instituto Internacional de Pesquisa de Política Alimentar, até 2050 um total de 4,8 bilhões de pessoas estarão em situação de estresse hídrico. Além de problemas para o consumo humano esse cenário, caso se confirme, colocará em xeque safras agrícolas e a produção industrial, uma vez que a água e o crescimento econômico caminham juntos.
O Paraná ainda não passou por longas crises no acesso à água potável, no entanto 10% das cidades do Estado correm risco de ter dificuldades no abastecimento. Grandes municípios, como Londrina, Ponta Grossa e Guarapuava, já registraram episódios esporádicos de falta de água.
O calorão dos últimos tempos acabou expondo o problema. Em algumas localidades, o consumo aumentou 30%, revelando que a rede não tinha condições de atender a demanda.
O Estado sobrevive com três tipos de abastecimento: por meio dos rios, de barragens e poços tubulares profundos. De acordo com a Agência Nacional de Águas (ANA), a bacia hidrográfica do Paraná foi considerada ruim ou péssima. Ao todo, 891 pontos foram examinados na região do Paraná.
Isso desperta um fator preocupante que deve ser observado com atenção pelos residentes do Norte Pioneiro, pois se localiza próxima a duas regiões citadas acima.
Não há outra solução para melhorar a condição dos rios senão investir pesado em saneamento básico. Ao apontar as causas da má qualidade da água dos rios, especialmente nos centros urbanos, as cidades cresceram sem que as melhorias no setor acontecessem na mesma proporção. Reverter esse quadro irá demandar não apenas recursos financeiros, mas um tempo bastante considerável.
Então soluções que partem da população devem ter cada vez mais prioridade. Feche as torneiras, reutilize a água, não polua, pois ter consciência dos deveres é a primeira solução para resolver o problema que envolve tantas pessoas.


