A sessão da câmara de deputados paranaenses da última segunda-feira (24) foi marcada por discursos de quatro parlamentares que subiram na tribuna com falas de defesa e indignação.
O deputado Cobra Repórter (PSD) manifestou indignação com a situação vivenciada pela população da região que fica entre Arapongas e Rolândia. Ele disse que a concessionária de pedágio Viapar decidiu construir um muro (de dois metros de altura e extensão de quase quatro quilômetros) com a finalidade de impedir que os motoristas usem uma antiga estrada e possam trafegar alternativamente pela área sem pagar pedágio. Segundo ele, essa via é utilizada há mais de 40 anos, é praticamente uma servidão pública. “Isso é um absurdo”, declarou.
Em sua fala Professor Lemos (PT) pediu aos parlamentares e à população apoio aos professores da rede estadual que pediram licença dos seus cargos para fazer mestrado e doutorado, e agora foram chamados para retornar de pronto às salas de aula. Segundo ele, as licenças estavam dentro das normas, mas os docentes foram surpreendidos por essa decisão do Governo do Estado, com uma medida que atinge cerca de 180 professores. “Os professores terão prejuízos porque não vão concluir suas pesquisas. E os alunos também, porque os docentes deixarão de estudar, e de se aperfeiçoar”, assinalou.
A situação dramática do atendimento à saúde na cidade de Foz do Iguaçu foi relatada pelo deputado Schiavinato (PP). Ele disse que em visita à cidade na última semana esteve na Unidade de Pronto Atendimento João Samek e viu um sistema frágil de atendimento. Segundo ele, o prédio de seis anos carece de manutenção, há falta de equipamentos, enquanto as macas dão a "sensação de que a roda irá quebrar e derrubar o paciente". Disse que todos os deputados devem se preocupar com a situação e fazer um esforço concentrado para ajudar o futuro prefeito, deputado Chico Brasileiro (PSD), que assume no dia 1º de maio, a superar essa crise na saúde do município.


