A biometria deverá alcançar em 2018 mais da metade do eleitorado brasileiro. A meta da Justiça Eleitoral é cadastrar mais 9,8 milhões de eleitores neste ano, levando o total de cadastrados dos atuais 72,6 milhões eleitores (49,6% do total) para 82,5 milhões (56,5% dos 146,5 milhões de brasileiros aptos a votar).
O registro biométrico começou a ser realizado em 2008 e tem por meta abranger a totalidade dos eleitores no Brasil em 2022. O objetivo do procedimento é dar mais segurança para o reconhecimento individual do eleitor no momento do voto sem se basear apenas nos documentos (identidade e título de eleitor).
Em período recente, a Justiça Eleitoral identificou, por exemplo, eleitores portando mais de um título ou utilizando documentos de pessoas já falecidas para cometer fraudes. A intenção é que, com a biometria, os dados sejam compartilhados com outros órgãos para unificar a identificação civil no país.
CADASTRAMENTO OBRIGATÓRIO
Para alcançar a meta da biometria neste ano, a Justiça Eleitoral selecionou 1.207 municípios, nos quais o cadastramento é obrigatório. Nessas cidades, quem não comparecer para o cadastramento terá o título de eleitor cancelado e, com isso, terá de fazer um novo documento.
Os prazos para o cadastro variam em cada município – alguns já foram encerrados – e por isso o eleitor deve consultar o site do TSE para saber quando deverá comparecer ao cartório para fazer o procedimento.
Os documentos necessários para fazer o cadastramento biométrico no cartório ou posto de atendimento são: RG original; ou Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS); ou Carteira profissional emitida por órgão criado por lei federal (OAB, CRM, CREA, etc.); ou Certidão de nascimento; ou Certidão de casamento; Comprovante de quitação do serviço militar (homens com idade entre 18 e 45 anos) para o primeiro título; Comprovante de endereço em nome do eleitor (conta de luz, ou conta bancária, ou conta de telefone, etc., desde que contenha nome e endereço e seja recente).


