Na última semana, o corregedor regional da Justiça do Trabalho, desembargador Sérgio Murilo Rodrigues Lemos, esteve em visita em Jaguariaíva e seguiu na quinta-feira (01) para Wenceslau Braz, onde esteve na Vara do Trabalho do município.
O desembargador explica que a atividade de correição anual é uma imposição do regimento interno do Tribunal, na qual, é exigida a visitação das 104 unidades que o Tribunal Regional Trabalho tem no Estado.
Segundo o magistrado, o modo adotado pelos corregedores anteriores eram feitas por temporalidade e centralizada em foros, agora, sob um enfoque diferente utilizado por ele, será feita regionalmente, permitindo um contato mais próximo com cada unidade.
Durante a correição, também ocorrem encontros com os magistrados da região, além de reuniões com representantes da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil). “Esse contato com os profissionais que estão envolvidos na região, acaba agregando entendimentos para um melhor planejamento e atendimento nas unidades”, afirma Sérgio.
Apesar de ainda estar no início das visitas, tendo iniciado sua correição em Jaguariaíva e, posteriormente no município brazense, o corregedor elogiou a eficiência das unidades visitadas, destacando a efetividade nas resoluções de processos. “Sabemos que existe uma série de peculiaridades que impedem que a meta do CNJ, de julgar um número de causas superior às que deram entrada no ano, seja cumprida, como o número de cidades atendidas e servidores disponíveis, o que acaba gerando um congestionamento de processos”, explica.
“Em W. Braz e Jaguariaíva, já me coloquei a par do número de processos e pude perceber que as equipes tem se articulado para alcançar o maior número de resoluções possíveis”, elogia o desembargador.
Na Vara de W. Braz, o juiz titular é o magistrado James Josef Szpatowsk, onde também trabalham cinco servidores, sob a direção de Eros Benedetti Júnior. No posto de atendimento de Ibaiti, são dois servidores atendendo o público.
AÇÕES INTEGRADAS
Quando os processos chegam ao final e não conseguem ser solucionados, acabam ficando em um arquivo provisório, até que se encontrem bens e algo que possa pagar a pendência.
Para promover o prosseguimento e a resolução desses processos, ações integradas acontecem nas unidades.
Dentre elas, o desembargador destacou o Projeto Horizonte que centraliza os autos que estão em arquivo provisório e buscam encontrar, usando meios eletrônicos, os antigos sócios ou bens que possam ser penhorados. Este, só ocorre na capital.
Outro sistema que busca efetividade é a penhora eletrônica e o bloqueio de bens.


