Uma denúncia aberta pela promotoria de Justiça chocou os moradores de Arapoti. De acordo com a ação do Ministério Público, apresentada nesta quarta-feira (14), um homem que já foi pastor no município pode ter sido o responsável por ter estuprado a própria filha em janeiro do ano passado.
De acordo com as investigações realizadas acerca do caso, o homem abusou de sua filha de apenas oito anos de idade. No momento do crime, estariam na residência a mãe da criança e outro filho do casal de dez anos. Após sofrer o abuso, a menina foi encaminhada a um hospital na cidade de Ponta Grossa para receber atendimento médico e, devido ao estado em que se encontrava, o caso acabou chegando a polícia sendo registrado um boletim de ocorrência.
Com isso, deu-se início as investigações que foram conduzidas pelo Nucria (Núcleo de Proteção à Criança e ao Adolescente Vítima de Crimes). O Ministério Público também foi acionado para acompanhar a sequência das investigações.
Além do fator revoltante por se tratar de um caso de abuso envolvendo uma criança, outro aspecto que revoltou a população é devido ao homem ter sido pastor no município, onde comandou cultos por alguns anos até, no final do ano passado, ser transferido para outra cidade.
O pastor acusado de ter abusado da criança, negou ter praticado o crime contra a própria filha. Porém, para o Ministério Público, não há dúvidas de que o homem seja o responsável pelo crime, pois há vários indícios colhidos através das investigações, como avaliações psicológicas e exames de DNA aos quais a criança foi submetida, além da oitiva de testemunhas e interceptações telefônicas que reforçam que a prática do crime contra a criança foi realizada pelo pai.
De acordo com a assessoria de imprensa do MP, por conta da situação, o caso segue em segredo de justiça para que seja dada sequência as investigações e se confirmar ou refutar o teor da denúncia através da oitiva de novos depoimentos e buscas por provas. Neste processo, o pai da criança ainda poderá apresentar sua defesa através de seu advogado.
Outro ponto que vai ser investigado é com relação a mãe da menina, para que se esclareça a hipótese dela ter sido conivente ou omissa com o crime, ou se a genitora não teve conhecimento dos atos praticados pelo marido.


