Para integrar o novo governo até dezembro, a vice-governadora do Paraná, Cida Borghetti, do PP, teria como preferido para chefiar a Casa Civil o deputado federal Dilceu Sperafico, do mesmo partido. Aliado do ministro Ricardo Barros (PP), marido de Cida, Sperafico é considerado um político experiente e com trânsito entre diferentes lideranças políticas.
Ele já declarou que não é candidato à reeleição, o que daria condições para que assumisse uma secretaria. A lei eleitoral exige de candidatos a desincompatibilização de cargos políticos seis meses antes das eleições. O atual ocupante da Casa Civil, Valdir Rossoni, do PSDB, já anunciou que vai pedir exoneração para disputar a reeleição como deputado federal.
Rossoni deve sair junto com o governador Beto Richa (PSDB), que anunciou na segunda-feira (26) que vai renunciar ao cargo no dia 6 de abril para disputar uma vaga no Senado. Outro nome cotado para a Casa Civil é o do cunhado de Cida, ex-prefeito de Maringá, Silvio Barros (PP).
Além dos nomes que naturalmente deve indicar para compor o novo governo, Cida já terá inicialmente que substituir ao menos seis secretários que ocupam cadeiras no governo Richa. O grupo anunciou candidaturas e deve deixar os cargos em abril. Além de Valdir Rossoni, da Casa Civil, devem deixar as secretarias Michele Caputo Neto, (PSDB), da secretaria da Saúde; Pepe Richa (PSDB), irmão do governador e secretário de Infraestrutura; Artagão Júnior (PSB); secretário da Justiça; Douglas Fabrício (PPS), as Secretaria do Esporte; e João Carlos Gomes, da Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, que no último fim de semana filou-se ao Partido Progressista.
Marcos Traad (PSDB), diretor-geral do Detran também já anunciou que vai deixar o cargo que ocupa desde 2011 para sair candidato a deputado estadual. Os atuais secretários que são deputados estaduais, Artagão Júnior e Douglas Fabrício, devem retomar os mandatos na Assembleia. Com isso, os deputados suplentes que ocupam as cadeiras hoje, Cristina Silvestri (PPS), e Stephanes Júnior (PSB), perdem a suplência. Com o retorno de Rossoni a Brasília, quem perde a cadeira é o deputado federal Reinhold Stephanes (PSD).


