No último dia 7 de fevereiro, o gerente bancário Ricardo Figueiredo, de 42 anos, e sua família viveram momentos de terror ao terem sua residência invadida por criminosos que praticaram o crime de extorsão mediante sequestro. A situação aconteceu no município de Santo Antônio da Platina.
Na ocasião, Figueiredo, a esposa e suas duas filhas ficaram sobre poder dos criminosos durante a madrugada do dia 7. Já pela manhã, o gerente foi orientado a manter sua rotina de trabalho e, via telefone, recebia as ordens de como o dinheiro seria entregue como pagamento do resgate. Apesar do prejuízo financeiro e psicológico, felizmente as vítimas foram liberadas.
Ainda no mesmo dia a equipe da Polícia Civil foi acionada e, sob o comando do delegado Tristão de Carvalho e com apoio dos delegados Luiz Fernando Viana Artigas Júnior e Cristiano Quintas do grupo Tigre (Tático Integrado de Grupos de Repressão), foi dado início as investigações sobre o crime.
Durante o inquérito, foram colhidas informações junto as vítimas e desenhado os retratos falados dos suspeitos. Os agentes ainda recolheram imagens de sistemas de vigilância de locais próximos a casa de Figueiredo. Como resultado deste processo, os policiais tiveram como destino das investigações a cidade de Sorocaba, interior de São Paulo.
Neste momento, entrou em ação para dar apoio as investigações a equipe do GARRA (Grupo Armado de Repressões a Roubos e Assaltos) e Guarda Municipal de Sorocaba, além da equipe da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) do município de Jaú.
Os agentes paulistas conseguiram interceptar o veículo utilizado no dia do sequestro, sendo identificado que o condutor do automóvel, no momento da abordagem, utilizava documentos falsos, sendo que o carro estava com placas clonadas. Thiago Alberto dos Santos, de 32 anos, foi apontado como um dos sequestradores envolvidos no crime. Após ser preso e encaminhado à delegacia, ainda foram constados outros crimes similares que o indivíduo havia praticado no Estado de São Paulo havendo em seu desfavor quatro mandados de prisão em aberto.

Com isso, o delegado Tristão de Carvalho entrou com o pedido de prisão preventiva do suspeito para que as investigações prossigam em busca de capturar os outros indivíduos que participaram do crime. Duas outras pessoas já haviam sido identificadas.
Através das investigações, ainda foi possível constatar que Thiago seria o chefe de uma quadrilha especializada neste tipo de crime, sendo que, assim que foi preso, foi reconhecido por uma das vítimas de um sequestro praticado no interior paulista. Segundo a polícia, o grupo atuou nas cidades de Jaú, Itapetininga, Bauru, Rio Claro, além de municípios dos Estados do Paraná e Piauí. Além dos sequestros, o bando também praticava assaltos a joalherias.


